O número de trabalhadores afastados por ludopatia – vício em apostas – chegou a 377 entre janeiro e agosto de 2026, superando os 312 registros acumulados em todo o ano de 2025. Os dados, extraídos da Previdência Social, representam o maior volume já registrado e indicam um avanço da dependência de jogos no país.

Até o final de agosto, os benefícios concedidos a esses segurados somaram R$ 1,9 milhão. Desde junho de 2023, o custo total para a Previdência Social ultrapassa R$ 4,8 milhões, refletindo o aumento da demanda por assistência decorrente do problema.

O crescimento dos afastamentos acompanha a expansão das apostas on‑line. Até 2022, o número de casos era de cerca de dez por ano, enquanto a popularização de plataformas digitais e o acesso permanente via celular ampliaram a exposição dos usuários. Especialistas ressaltam que o levantamento considera apenas segurados do INSS afastados por mais de 15 dias e registrados especificamente como jogo patológico, o que pode deixar de fora pessoas que apresentam ansiedade ou depressão relacionadas às apostas e que são classificadas sob outros códigos médicos.

A ludopatia foi reconhecida como doença pela psiquiatria desde 1980 e apresenta mecanismos semelhantes aos da dependência de álcool e outras drogas. O fácil acesso aos jogos por dispositivos móveis dificulta ainda mais o tratamento. Não há pesquisas nacionais recentes sobre a prevalência do transtorno; a última estimativa, publicada em 2023 pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), apontou 1,4 milhão de brasileiros com relação problemática com apostas.

O setor de apostas também enfrenta controvérsias quanto à fiscalização das plataformas. Enquanto as empresas alegam que regras e mecanismos de controle ajudam a identificar jogadores em risco, especialistas questionam a eficácia dessas medidas. Uma casa de apostas anteriormente autorizada está sob investigação do Ministério Público por oferecer atendimento personalizado via WhatsApp e servir bebida alcoólica a uma cliente com ludopatia.

No âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem a prerrogativa de indicar três magistrados até o término de seu mandato. Uma vaga será aberta com a aposentadoria do ex‑ministro Luís Roberto Barroso; as duas demais surgirão com as aposentadorias compulsórias de Luiz Fux e Cármen Lúcia. Lula já decidiu reservar ao menos uma das indicações para uma mulher, embora ainda não tenha definido a vaga específica.

Entre os nomes cogitados, destaca‑se a ex‑ministra do Planejamento Simone Tebet, mestre em Direito pela PUC‑SP, ex‑presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado e ex‑professora universitária, que apoiou o presidente no segundo turno das eleições de 2022 e recentemente concorreu ao Senado por São Paulo sem ser eleita. Também são mencionados a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Daniela Teixeira e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Rodrigo Pacheco, este último com articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e apoio de integrantes do próprio STF.

A indicação do advogado‑geral da União, Jorge Messias, para a vaga deixada por Barroso foi rejeitada pelo Senado. O presidente Lula sinalizou a intenção de reapresentar o nome de Messias à apreciação da Casa. As discussões sobre os indicados ocorrem em meio a essas rejeições e ao apoio a outros nomes, como o de Pacheco.

Paralelamente, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, intensificou a análise das apurações derivadas do inquérito das fake news, aberto de ofício em 2019 e conduzido até o momento por Alexandre de Moraes. O procedimento, identificado pelo número 4.781, gerou 104 processos paralelos e cerca de 12 mil páginas de documentos. Desde que assumiu a relatoria no início do mês, Fachin determinou o arquivamento dos oito primeiros processos examinados, com a meta de concluir o pente‑fino de todo o acervo e encerrar definitivamente o inquérito até o final de dezembro.

A maioria dos arquivamentos foi fundamentada em pareceres da Procuradoria‑Geral da República (PGR), que apontou fragilidade dos conjuntos probatórios, impossibilidade de avançar nas diligências e prescrição de alguns delitos. Entre os casos já encerrados estão a apuração sobre o ativista Guilherme Fiuza, arquivada por prescrição, e o procedimento contra o ex‑deputado Eduardo Bolsonaro, relativo a fato já julgado pela própria Corte.

Em nota, Fachin afirmou que a gestão busca concluir o caso com transparência, “examinando os procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promovendo o arquivamento definitivo do inquérito, garantindo a ampla publicidade de todos os atos”. O inquérito, que inicialmente visava apurar ataques e críticas dirigidas ao STF e a seus integrantes, teve seu escopo ampliado ao longo dos anos, chegando a analisar 325 investigações sigilosas. Recentemente, a inclusão do ministro André Mendonça na lista de investigados por Moraes, com base em relatório policial considerado “sem valor probatório”, levou Fachin a desmembrar o pedido e defender o encerramento formal do inquérito.

Em outro acontecimento, um tiroteio ocorreu na noite de 30 de outubro de 2026 em uma loja temporária da Spirit Halloween, situada no shopping Solano Town Center, na cidade de Fairfield, Califórnia, Estados Unidos. O ataque deixou uma pessoa morta e outras seis feridas, das quais três permanecem em estado crítico, segundo o chefe de polícia local, Dan Marshall. O autor dos disparos fugiu do local e continua foragido.

A Polícia de Fairfield informou que detetives estão colhendo depoimentos de testemunhas e reunindo evidências no local para identificar o atirador. O escritório do FBI em Sacramento enviou sua Equipe de Resposta a Evidências (Evidence Response Team) para apoiar as investigações e solicitou que o público evite a região do shopping enquanto as diligências prosseguem.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.