Durante os 580 dias em que esteve detido na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, o ex‑carcereiro da PF Jorge Chastalo Filho registrou conversas atribuídas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No livro “Banho de Sol”, publicado pelo policial, são relatados insultos dirigidos a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que foram indicados por Lula e por Dilma Rousseff.
Segundo o relato, Lula teria chamado a ministra Cármen Lúcia de “falsa humilde” e, em outra ocasião, de “miserável”, ao lembrar que a magistrada falava sobre gratidão e simplicidade ao buscar a vaga no STF. Em relação ao ministro Edson Fachin, o presidente teria dito “esse Fachin é um filho da puta mesmo”, após a retirada de pauta de um habeas corpus apresentado por sua defesa. Lula também teria criticado o ministro Luís Roberto Barroso, acusando‑o de ser advogado da Rede Globo.
Quanto ao ministro Luiz Fux, o ex‑presidiário teria afirmado que “o Fux passou mais de um ano frequentando toda cerimônia quando eu era presidente, com cara de cachorro pidão. Mas nunca confiei nele”. O livro indica ainda que Lula demonstrava respeito por Gilmar Mendes e Celso de Mello, enquanto utilizava a expressão “boi do cu branco” para se referir a outros magistrados que, em sua avaliação, evitavam decisões com repercussão negativa.
Lula deixou a prisão em novembro de 2019, após o STF mudar o entendimento sobre a possibilidade de prisão antes do trânsito em julgado. Ele retornou à Presidência em 2023 e, desde então, manteve relações institucionais com os ministros do STF, inclusive com Fachin. A coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, procurou a assessoria de Lula e o STF para comentar os relatos, mas não recebeu resposta até a publicação.
Em outro âmbito, o Ministério das Relações Exteriores adotou silêncio oficial sobre o resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Fontes internas do Itamaraty e do Planalto teriam expressado alívio e empolgação com a perda da maioria do Partido Republicano no Congresso americano, descrevendo o cenário como o “fim do Trump Imperial”. Segundo a avaliação governista, o enfraquecimento do presidente norte‑americano poderia criar um ambiente hostil em Washington, forçando o republicano a responder a investigações parlamentares e limitando sua margem de manobra na política externa. Contudo, os mesmos interlocutores reconheceram que a mudança não garante o fim das tarifas impostas contra produtos brasileiros nem resolve o impasse comercial entre os dois países.
Na esfera da saúde, a cidade de Natal inaugurou, na terça‑feira, 3 de novembro, o Hospital‑Dia Ingrid Lins, uma das maiores e mais modernas estruturas do Nordeste dedicadas ao transplante e aos tratamentos capilares. Sob a direção da médica Ingrid Lins, referência nacional em transplante capilar, o instituto conta com centro cirúrgico completo, suítes de internação, consultórios, salas de tratamento e spa capilar. A cerimônia de abertura reuniu profissionais da saúde, convidados, clientes e parceiros, que conheceram as instalações. A ampliação permite ao Instituto Ingrid Lins aumentar sua capacidade de atendimento e reforça a posição de Natal como destino para procedimentos especializados em saúde capilar.
No campo acadêmico, a estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ana Beatryz Fernandes, em parceria com o professor Antonino Condorelli, do Departamento de Comunicação (Decom), teve o artigo “Pluriversalizar a inteligência artificial: caminhos contracoloniais desde o Sul Global” aprovado para apresentação no 9.º Congresso Internacional Media Ecology and Image Studies (MEI). O evento será realizado de 16 a 19 de novembro de 2026, em formato virtual, com a participação de oito países. A pesquisa questiona a suposta neutralidade das tecnologias de inteligência artificial, apontando a concentração de recursos, a exploração de dados e a predominância de perspectivas ocidentais no desenvolvimento da IA. Como alternativa, propõe a construção de ferramentas que reconheçam diferentes culturas, saberes e formas de conhecimento. Fernandes relatou que a inquietação surgiu ao observar a repetição de estruturas e conteúdos em portais e blogs locais durante sua experiência no mercado jornalístico, o que a levou a investigar algoritmos, colonialidade digital e relações de poder. A aprovação no congresso representa, para a estudante, um marco na trajetória acadêmica e a oportunidade de levar a produção da UFRN e do Rio Grande do Norte ao debate internacional sobre inteligência artificial e sociedade.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
