O Partido Democrata retomou o controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos, em uma derrota expressiva para o presidente Donald Trump nas eleições de meio de mandato realizadas na terça‑feira (3). O resultado, que devolveu ao Congresso a maioria ao bloco governista, foi interpretado como um repúdio a políticas que, segundo analistas, “empobrecem, alimentam o ódio, o machismo, o negacionismo climático e os privilégios das elites”.

A reação de líderes internacionais foi imediata. O primeiro‑ministro da Espanha, Pedro Sánchez, utilizou a rede X para declarar que a “onda ultra” – referência à ultradireita – “não cresce, desmorona”. Em sua mensagem, o chefe de governo citou o Brasil, os Estados Unidos e a própria Espanha, afirmando que a tendência de fortalecimento da extrema‑direita está em retrocesso. Sánchez também lembrou que a Espanha convoca eleições gerais antecipadas para 29 de novembro, após a derrubada de um pacote de medidas de habitação pelo Parlamento, e destacou que a campanha já foi marcada pela tragédia ferroviária de Urda, que deixou ao menos 69 mortos.

A China, por meio da porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, afirmou que permanece disposta a cooperar com os Estados Unidos, ressaltando a necessidade de “manter e implementar o importante consenso alcançado pelos dois chefes de Estado, fortalecer a comunicação, gerir adequadamente as divergências e ampliar a cooperação”. A declaração foi feita em coletiva regular e enquadrada como um assunto interno dos EUA.

Do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei publicou uma carta nas redes sociais alertando que quem acredita que mudanças partidárias nos Estados Unidos possam modificar a postura hostil de Washington em relação ao Irã está “gravemente enganado”. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, também se manifestou no X, reiterando que “os americanos disseram NÃO à guerra, e nós endossamos essa mensagem”. Em paralelo, o porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã advertiu Washington a não ignorar a mensagem americana, sob pena de “consequências graves”.

Na região, o primeiro‑ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, teria pressionado por mais ataques, enquanto o presidente Trump oscila entre ameaças de ofensivas de grande porte e a busca por um acordo, embora não haja declarações formais registradas.

A diplomacia europeia também se fez presente. A principal diplomata da União Europeia, Kaja Kallas, expressou a expectativa de que o novo Congresso dos EUA continue a apoiar a Ucrânia e intensifique a pressão sobre a Rússia, reforçando que “a Europa e os Estados Unidos são muito mais fortes juntos”.

Do lado russo, o porta‑voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que o governo dos Estados Unidos deve “continuar a exercer seus poderes” e que esperam que o presidente Trump mantenha seus “esforços de pacificação”.

Por fim, o primeiro‑ministro britânico, Andy Burnham, caracterizou a vitória democrática nos Estados Unidos como uma oportunidade para que o mundo se una em torno da questão do custo de vida, afirmando que “o presidente Trump aceitou os resultados” e que agora há espaço para uma ação conjunta contra a crise que afeta a população global.

Os pronunciamentos refletem a percepção de que a guinada política nos Estados Unidos pode influenciar debates sobre democracia, segurança internacional, políticas econômicas e alianças estratégicas em diferentes continentes.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Tribuna do Norte. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.