A licitação para a concessão do transporte público de Natal recebeu nesta quarta‑feira (4) propostas de sete empresas e consórcios, que apresentaram oito conjuntos de documentos divididos em dois lotes. A prefeitura informou que o resultado deverá ser divulgado até o final de 2026.
Os envelopes foram entregues em sessão pública realizada no Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, em Candelária. A concorrência está organizada em dois lotes: o primeiro abrange as linhas da Zona Norte e o segundo reúne as operações das zonas Sul, Leste e Oeste. Uma mesma empresa pode concorrer em ambos os lotes.
No lote 1, que contempla a Zona Norte, apresentaram propostas a PFC Holding, a Transnacional, a Via Metro e a Atlântico Transportes. No lote 2, que inclui as zonas Sul, Leste e Oeste, participaram o Consórcio Unitrans, a Via Metro, a Guanabara e o Consórcio Santa Maria. Entre os participantes, duas empresas são de fora do Rio Grande do Norte – uma da Bahia e outra da região Sudeste.
A secretária municipal de Mobilidade Urbana, Jódia Melo, afirmou que a nova concessão deve proporcionar melhoria significativa no serviço, sobretudo na redução do tempo de espera nas paradas. Segundo a secretária, o tempo médio de espera passará a ser de 12 minutos, com limite máximo de 30 minutos nas linhas menos favoráveis, e o número de viagens deverá crescer 74 %.
Após a entrega dos envelopes, as propostas serão analisadas pela comissão responsável pela licitação, que tem a previsão de publicar o resultado até o último trimestre do ano.
O edital, lançado em novembro de 2016, já havia sido aberto em duas ocasiões em 2017, mas não recebeu nenhuma proposta na época. Agora, a expectativa é que a concessão traga ampliação do número de linhas, que deve passar de 54 para 85, e aumento das viagens diárias, que devem subir de aproximadamente 1,8 mil para 3.146.
Além da expansão da malha, o documento prevê a implantação gradual de ar‑condicionado em toda a frota e a oferta de wi‑fi nos ônibus. A tarifa pública, atualmente fixada em R$ 5,20, permanecerá inalterada, conforme declarou o secretário adjunto de Transportes, Newton Filho, que ressaltou que o valor foi estabelecido no edital e não há previsão de mudança.
A estimativa de custos para a operação ao longo dos 15 anos de concessão é de R$ 3,6 bilhão, o que corresponde a cerca de R$ 240 milhões por ano. O subsídio municipal está projetado em aproximadamente R$ 73 milhões anuais.
A concessão terá duração de 15 anos, com a operação dividida nos dois lotes descritos, e a próxima etapa do processo será a avaliação das propostas apresentadas pelas empresas interessadas.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de G1 RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
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