A Justiça do Rio de Janeiro determinou a penhora da mansão do humorista Renato Aragão, de 91 anos, em razão de dívida de IPTU estimada em R$ 676 mil. O imóvel, localizado no bairro Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste da capital fluminense, tem débitos referentes aos anos de 2021, 2022 e 2023.
A decisão, assinada na terça‑feira, 27 de outubro, foi proferida pela juíza Kátia Cristina Nascentes Torres, da 12ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital. Ela determinou a expedição de mandado para que um oficial de justiça proceda à penhora e à avaliação da propriedade.
A ação de execução fiscal foi ajuizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro em dezembro de 2025, quando o município cobrava R$ 548.283,69 pelos mesmos três anos de IPTU. Em 9 de janeiro, a magistrada ordenou a citação de Renato Aragão para pagamento do débito em cinco dias, enviando carta ao endereço da mansão.
Em 28 de abril, a prefeitura solicitou que a citação fosse feita pessoalmente por oficial de justiça, caso a tentativa por correspondência não fosse bem‑sucedida. O município também requereu autorização para citação por edital, caso o humorista não fosse localizado, e pediu o arresto do imóvel, medida destinada a resguardar bem para garantir o pagamento da dívida.
Na decisão que determinou a penhora, a juíza também intimou a esposa do humorista e nomeou Renato Aragão como depositário da propriedade, responsabilizando‑o pela conservação da mansão até nova determinação judicial. A ordem de penhora não implica que o bem tenha sido levado a leilão nem que a propriedade tenha sido transferida; o imóvel chegou a ser anunciado à venda por R$ 18 milhões.
Após a intimação, Renato Aragão terá 30 dias para apresentar embargos à execução, instrumento jurídico que permite contestar a cobrança.
A informação foi divulgada pelo colunista Valmir Moratelli e confirmada pela coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de 96 FM. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
