A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para a manhã desta quarta‑feira (4), deve definir o novo patamar da taxa Selic, que atualmente está em 13,75% ao ano após a redução de 0,25 ponto percentual ocorrida em setembro. A decisão será tomada à luz de indicadores como a inflação, o ritmo da atividade econômica, as condições do mercado de trabalho, as contas públicas e o contexto internacional.

O Boletim Focus, divulgado recentemente, indica que as instituições financeiras projetam a Selic em 13,25% ao final de 2026, embora a expectativa não constitua garantia de nova redução na reunião de hoje.

A Selic funciona como principal instrumento de controle inflacionário do Banco Central. Quando a taxa é elevada, o crédito tende a ficar mais caro, o que pode conter o consumo; já a diminuição busca estimular a concessão de empréstimos, os investimentos e a demanda interna. Uma eventual baixa na taxa pode beneficiar quem pretende contratar financiamentos ou empréstimos, mas o ajuste não se reflete automaticamente nos contratos já firmados, que permanecem com as condições pactuadas. Nos cartões de crédito e no cheque‑especial, os juros costumam permanecer bem acima da Selic.

Nos investimentos, a queda da taxa reduz gradualmente a rentabilidade de aplicações atreladas ao CDI e de títulos pós‑fixados, como CDBs e o Tesouro Selic. Na poupança, o rendimento continua seguindo a regra de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial enquanto a Selic permanecer acima de 8,5% ao ano.

Em paralelo, a defesa de Daniel Vorcaro, ex‑controlador do Banco Master, recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para denunciar supostas violações de direitos humanos e solicitar sua libertação. Vorcaro está preso preventivamente desde março. Os advogados alegam que o Supremo Tribunal Federal ainda não analisou o pedido de soltura apresentado em 18 de setembro e que a prisão não foi reavaliada a cada 90 dias, como exige a legislação. Também afirmam que a Procuradoria‑Geral da República não apresentou denúncia e que o indiciamento divulgado recentemente pela Polícia Federal não constitui acusação formal. “Até hoje não há denúncia nem ação penal. O indiciamento lançado nesta semana em relatório parcial da Polícia Federal não é acusação formal”, declarou a defesa, que questiona a integridade das provas reunidas na investigação.

O pedido de liberdade permanece pendente no STF. O caso, inicialmente sob relatoria do ministro André Mendonça, passou a ser conduzido pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que recebeu solicitação para autorizar que Mendonça analise novamente o pedido de soltura.

Em outro cenário econômico, a Serasa divulgou que o número de brasileiros com contas em atraso chegou a 84,2 milhões em setembro, o maior registro histórico. O volume representa um aumento de 6 % em relação ao mesmo mês de 2025 e supera os 83,9 milhões contabilizados em agosto. Desde 2020, o total de consumidores negativados cresceu 34,17 %. As dívidas acumuladas totalizam R$ 597,4 bilhões, alta de 0,9 % em relação a agosto, e o débito médio por pessoa inadimplente é de R$ 7.093,83, equivalente a cerca de 4,4 salários‑mínimo.

A composição das dívidas mostra que bancos e cartões de crédito respondem por 27,16 % do total, seguidos por financeiras (20,66 %) e contas de serviços básicos como água, energia e gás (20,32 %). No perfil dos inadimplentes, as mulheres representam 50,5 % e os homens 49,5 %. A faixa etária de 41 a 60 anos concentra 35,7 % dos casos, seguida pelos de 26 a 40 anos (33,2 %). Pessoas acima de 60 anos correspondem a 20,1 % e os jovens de 18 a 25 anos, a 11 % do total.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.