A jovem Clara Thaís Silva Maia, de 18 anos, que sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em Umarizal, interior do Rio Grande do Norte, apresentou evolução significativa no quadro de saúde. Segundo a advogada da família, Helena Belmont, a vítima já se alimenta normalmente, consegue se comunicar e caminha sem dificuldades.

O ataque ocorreu no dia 25 de outubro, data do segundo turno das eleições, na residência do namorado, Eduardo Ronald Ferreira, também de 18 anos. Enquanto celebravam a reeleição do presidente Lula, o companheiro, apoiador de Flávio Bolsonaro, teria ficado irritado, armado uma faca na cozinha e desferido quatro golpes na garganta da namorada. O agressor foi preso em flagrante logo após o crime.

Clara foi socorrida e encaminhada ao hospital em estado grave, permanecendo na Unidade de Terapia Intensiva e submetendo‑se a cirurgias. Ela foi extubada na quinta‑feira, 28 de outubro, e, desde então, tem apresentado melhora constante.

Apesar da recuperação física, o agressor permanece preso preventivamente. Na segunda‑feira, 2 de novembro, a defesa solicitou à Justiça a concessão de medidas protetivas de urgência não apenas para a jovem, mas também para todos os familiares que residem com ela, com o objetivo de garantir a segurança dos envolvidos.

O caso, que chocou o estado, foi descrito como motivado por intolerância política, evidenciando a gravidade da violência ocorrida após a celebração das eleições.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de 96 FM. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.