Uma estudante de origem brasileira provocou forte reação ao subir ao microfone de um evento da Turning Point USA na Universidade do Texas em San Antonio (UTSA) e ler uma paródia que celebrava a morte a tiros do ativista conservador Charlie Kirk. O episódio, gravado e divulgado nas redes sociais, gerou críticas de figuras públicas conservadoras e levou a universidade a abrir investigação por possível incitação à violência.
A estudante, identificada como Isabela Lembruber Casahuga, filha de mãe carioca e pai espanhol, apresentou‑se ao público sob o pseudônimo “Pampered Baby”. Antes de iniciar a leitura, afirmou estar exercendo a liberdade de expressão e anunciou que havia escrito um poema para a plateia. O texto era uma versão satírica do poema natalino “A Visit from St. Nicholas”, adaptado para a chamada “Kirkiversário”, termo que circula nas redes para marcar o aniversário da morte de Kirk.
Durante a leitura, a estudante recitou trechos como: “As bandeiras estavam hasteadas com orgulho e os memes, a postos, enquanto lembrávamos solenemente um tiro no pescoço”. Ao concluir, convidou o público para outro evento que levaria o nome do ativista, usando um trocadilho de teor sexual. O fundador do Texas Youth Summit, Christian Collins, que participava do programa “Pick Up the Mic” – iniciativa criada por Kirk para que conservadores fossem confrontados por críticos – questionou se ela estava satisfeita consigo mesma. Ela respondeu: “Querido, estou radiante”. Collins, em seguida, elogiou a coragem da estudante por estar ali “sem proteção, sem nada, sem colar cervical” e afirmou que rezaria por ela.
Charlie Kirk foi assassinado em 10 de setembro de 2025, aos 31 anos, quando foi atingido no pescoço durante uma sessão de debate na Utah Valley University. O microfone da UTSA foi mantido para preservar o formato de confrontos estabelecido por Kirk, e a estudante utilizou o equipamento para zombar da forma como ele morreu, diante de quem ocupava o lugar que ele deixara.
O vídeo do incidente foi rapidamente compartilhado em plataformas como X, onde contas anônimas cruzaram as imagens com perfis de redes sociais e divulgaram a identidade completa de Isabela Casahuga, incluindo a escola onde estudou, a profissão dos pais e seu registro como eleitora – direito exclusivo de cidadãos americanos, seja por nascimento ou naturalização. Embora não esteja claro se a estudante nasceu no Brasil ou nos Estados Unidos, registros públicos confirmam sua condição de eleitora.
Em poucas horas, um domínio foi registrado com o nome da estudante e um site foi criado contendo fotos de família, a íntegra do poema e demais dados pessoais. O site, apontado por um portal conservador, teria como objetivo tornar essas informações acessíveis a futuros empregadores. A colunista Meghan McCain compartilhou o material e solicitou aos seguidores que ajudassem a tornar Isa Casahuga conhecida, pedindo que “onde quer que ela vá, as pessoas saibam quem ela é”. Outra conta marcou o vice‑secretário de Estado dos EUA, exigindo que a família inteira fosse retirada do país.
O caso não foi o primeiro de zombaria à morte de Kirk em ambientes universitários. Duas semanas após o assassinato, um estudante da Texas State University foi filmado ridicularizando a morte do ativista diante de membros da Turning Point. A universidade identificou o aluno e o dispensou, alegando que a lei federal impedia a divulgação de detalhes sobre a conduta do estudante.
Na quinta‑feira, 29 de outubro, a direção do Sistema da Universidade do Texas, ao qual a UTSA está vinculada, emitiu nota assinada pelo presidente do Conselho de Regentes, Kevin Eltife, e pelo chanceler John Zerwas. O comunicado informou que a instituição foi notificada do incidente na UT San Antonio e reforçou que “não toleraremos a incitação à violência nem a ameaça de incitação à violência por qualquer membro da comunidade UT”. A nota acrescentou que a UTSA tratará o caso “de acordo com a lei”, sem mencionar a estudante nem detalhar o episódio, prática comum em virtude das normas de privacidade que regem as instituições de ensino americanas.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
