Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos na manhã desta quarta‑feira, após uma sequência de deslocamentos coordenados entre Brasília, a Argentina e a Flórida, depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a entrega dos seus passaportes e proibiu que o senador deixasse o país.

A operação teria início na segunda‑feira, logo após a decisão de Moraes, com um pequeno grupo que incluiu Jason Miller, aliado do presidente americano Donald Trump, e o ex‑deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão do senador e residente nos Estados Unidos desde 2025. O grupo organizou um voo fretado para transportar Flávio, sua esposa e as duas filhas da capital argentina para a Flórida.

Na noite de segunda‑feira, a família deixou a residência do senador em Brasília. Os veículos que os conduziam seguiram por rotas distintas, o que gerou dúvidas entre jornalistas e autoridades sobre qual deles continha o senador. Na terça‑feira, aliados de Trump e de Flávio, entre eles o advogado mexicano Simón Levy, começaram a divulgar que o senador já teria chegado à Flórida, embora ele ainda estivesse no Brasil.

Ainda na terça‑feira, o presidente Donald Trump aprovou pessoalmente a entrada de Flávio e de sua família nos Estados Unidos, e o secretário de Estado, Marco Rubio, providenciou a emissão de vistos. A família ingressou no país por meio de um “humanitarian parole”, autorização que permite permanência de até um ano.

Por volta das 22h50 da mesma noite, Flávio e seus familiares atravessaram a Ponte Internacional Tancredo Neves, rumo a Puerto Iguazú, na Argentina, conforme informações das autoridades migratórias do governo de Javier Milei. O veículo que transportava o senador foi escoltado pela Polícia de Segurança Aeroportuária até o Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú, onde esteve presente Santiago Caputo, assessor de Milei, que manteve contato direto com Eduardo Bolsonaro para coordenar a ação.

À 00h21 de quarta‑feira, um Gulfstream G400 da empresa de fretamento Baires Fly, que havia chegado de Buenos Aires no dia anterior, decolou de Puerto Iguazú com Flávio, sua esposa e as duas filhas a bordo, seguindo para Guayaquil, no Equador, para reabastecimento antes de prosseguir ao destino final. O plano de voo, obtido pelo Wall Street Journal, indica que o senador viajava com passaporte italiano, acompanhado pelos mesmos familiares, além de dois pilotos e um comissário de bordo.

O avião chegou ao Aeroporto Executivo Miami‑Opa Locka por volta das 9h30 (horário local), equivalente a 10h30 em Brasília. Na chegada, a família foi encaminhada a um veículo utilitário que os aguardava. Segundo pessoas que participaram de conversas com Flávio, o senador pretende montar uma operação política a partir do exílio nos Estados Unidos.

Aliados da família Bolsonaro em Washington têm pressionado o presidente Trump para contestar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de domingo, mas, até o momento, a Casa Branca tem se limitado a oferecer refúgio ao senador.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.