Na quarta‑feira, 28 de outubro, a cidade de João Câmara comemorou o 98.º aniversário de sua emancipação política com uma programação festiva na Arena do Povo, enquanto, simultaneamente, a Polícia Federal avançava em investigações sobre a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Argentina e aos Estados Unidos.

A celebração de João Câmara teve início às 21h, com shows de Rey Vaqueiro, Circuito Musical, Daniel Donato e Roberto Filho. A programação, organizada pela Prefeitura, encerrou a sequência de eventos que começou com uma noite de fé e bênçãos, seguida de atividades católicas que reuniram a população em momentos de espiritualidade e confraternização. A prefeita Aize Bezerra convidou os moradores a participar da festa, ressaltando a importância de celebrar a história, o povo e o futuro da cidade.

Em paralelo, a Polícia Federal passou a apurar se o senador Flávio Bolsonaro viajou de Brasília para a Argentina em um avião privado antes de embarcar, com a família, para os Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pela colunista Malu Gaspar (O Globo), um jato Cessna Citation Excel, prefixo PR‑AAA, pertencente ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador, decolou de Brasília às 5h de terça‑feira (27) e pousou em San Fernando, nos arredores de Buenos Aires, às 8h40.

A investigação verifica se a aeronave foi utilizada para levar o senador ao território argentino, de onde ele teria seguido para Puerto Iguazú. O deslocamento terrestre entre San Fernando e a cidade fronteiriça supera 1.200 km, exigindo cerca de 13 horas, enquanto o percurso aéreo dura aproximadamente duas horas.

A Direção Nacional de Migrações da Argentina registrou que Flávio Bolsonaro, sua esposa e as duas filhas entraram no país por via terrestre às 22h50 de terça‑feira. Menos de uma hora depois, às 23h30, embarcaram em um Gulfstream G400 com destino aos Estados Unidos, fazendo escala em Guayaquil, Equador, e prosseguindo para Miami, onde a família chegou nesta quarta‑feira. O voo evitou o espaço aéreo brasileiro, sobrevoando Paraguai, Bolívia e Peru.

Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz são alvos de um inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. O inquérito inclui e‑mails que indicariam o senador como usuário master de conta bancária de empresa do advogado. Moraes determinou que Flávio entregasse seus passaportes, ordem que, segundo as informações, não foi cumprida. A Polícia Federal continua a apurar as circunstâncias da viagem e não descarta outras hipóteses.

Em outro episódio familiar, Carlos Bolsonaro publicou vídeo no Instagram relatando visita ao pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro, com quem conversou por cerca de duas horas. Durante o encontro, Carlos pediu desculpas pela derrota de Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais, ao que o pai respondeu: “Levanta a cabeça, vambora. Muita coisa pra fazer pelo Brasil ainda”. O filho afirmou que pretende manter a mobilização em defesa de pessoas que considera presas políticas e descreveu o pai como “preso político”.

No âmbito judicial, a defesa do ex‑presidente Jair Bolsonaro apresentou, nesta quarta‑feira, um segundo pedido de revisão criminal para tentar anular a condenação de 27 anos e três meses de prisão. O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, concedeu prazo de 10 dias para que a Procuradoria‑Geral da República se manifeste. O recurso, protocolado em 25 de setembro, traz como suposta prova nova um parecer técnico que aponta limitações na verificação da origem e do processamento de parte das provas digitais usadas no processo, sem alegar adulteração do material.

A defesa também citou discussões recentes no STF sobre o acesso integral a provas digitais no caso do ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, argumentando tratamento diferenciado em relação ao processo de Bolsonaro. Este é o segundo pedido de revisão; em junho, o procurador‑geral da República, Paulo Gonet, havia defendido a rejeição do primeiro, alegando ausência de fatos ou elementos novos que justificassem a anulação da condenação.

Assim, enquanto João Câmara celebra sua história, as autoridades federais e o Poder Judiciário avançam em investigações e procedimentos que envolvem figuras políticas de destaque nacional, mantendo em aberto o desfecho das questões legais e de segurança em curso.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.