O senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) deixou o Brasil na noite de terça‑feira, 27 de outubro, a bordo de um jato particular que foi providenciado por Jason Miller, funcionário da área de comunicação da Casa Branca. O voo partiu da Argentina, fez escala no Equador para reabastecimento e seguiu direto para Miami, nos Estados Unidos.
A operação para retirar o parlamentar do território nacional foi iniciada na segunda‑feira, 26, após a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que impôs a entrega dos passaportes de Flávio Bolsonaro como medida cautelar no domingo, 25, dia da derrota nas eleições presidenciais. Na sequência, o ex‑deputado Eduardo Bolsonaro procurou Jason Miller para viabilizar a saída do irmão.
Com a chegada aos Estados Unidos, o senador pretende solicitar autorização para residir permanentemente no país, por meio do chamado green card. Uma fonte do governo americano indicou que o procedimento pode ter tramitação acelerada, nos mesmos moldes concedidos anteriormente a Eduardo Bolsonaro. Em condições normais, a residência permanente é concedida após a obtenção de visto de imigrante.
Na quinta‑feira, 29 de outubro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou o resultado das eleições brasileiras em entrevista com jornalistas antes de participar de um comício eleitoral. Em sua fala, Trump afirmou ter acompanhado a disputa, não ter tomado partido e classificar o processo como “uma vergonha”, citando a reação do mercado financeiro. Quando questionado sobre a possibilidade de entrar em contato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para cumprimentá‑lo pela reeleição, o presidente americano respondeu afirmativamente, mas manteve a crítica ao pleito.
Paralelamente, a Polícia Federal trabalha para reconstruir o trajeto percorrido por Flávio Bolsonaro desde Brasília até a fronteira com a Argentina. Os investigadores buscam esclarecer como o senador chegou a Foz do Iguaçu, no Paraná, e se recebeu apoio financeiro ou logístico de empresários ou integrantes de seu grupo político. O percurso posterior à entrada na Argentina já foi identificado, mas ainda não há consenso sobre a saída da capital federal.
Uma das hipóteses analisadas é a de que o senador tenha viajado de carro até Foz do Iguaçu, percurso que pode levar cerca de 20 horas. No dia da partida, por volta das 19h50 de segunda‑feira, o comboio habitualmente utilizado por Flávio Bolsonaro deixou o condomínio onde ele reside; até o momento não há confirmação sobre quem ocupava os veículos naquele instante. Outra linha de investigação considera a possibilidade de uso de aeronave particular para chegar ao Paraná, com embarque em aeródromo ou pista de pouso localizada em propriedades rurais do Distrito Federal ou de municípios vizinhos. Uma terceira alternativa contempla a combinação de deslocamentos terrestres e aéreos.
Flávio Bolsonaro responde a um inquérito da Polícia Federal que apura suspeitas de lavagem de dinheiro. O procedimento também envolve o advogado Willer Tomaz, amigo do senador, que se encontra nos Estados Unidos desde agosto. Apesar de ter deixado o país após a determinação judicial para entrega dos passaportes, o senador continua sendo tratado formalmente como investigado, e não como foragido. A apuração sobre sua saída do Brasil tem como objetivo esclarecer as circunstâncias em que ele abandonou o território nacional sem cumprir a medida cautelar estabelecida pelo STF e identificar eventuais participantes da operação.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
