Deputado federal eleito André Janones (Rede-MG) afirmou, por meio de publicação feita no X na noite de domingo (1º), que não aceitará cargo de ministro no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar explicou que a função ministerial implicaria “amarras” e compromissos burocráticos que o impediriam de atuar com a mesma liberdade que exerce na Câmara dos Deputados.

Em texto divulgado na rede social, Janones declarou que o único espaço onde poderá “entregar a Lula o que entregou no segundo turno da eleição” é o plenário da Câmara. “Um ministério seria minha zona de conforto, mas o que eu quero é ajudar o presidente com o exército para que ele tenha a melhor avaliação de um mandato de toda a vida dele”, escreveu o deputado.

Na entrevista concedida ao programa Fantástico, da TV Globo, transmitida no mesmo domingo, Janones reiterou que não ocupará cargo ministerial nem mudará de partido. Ele caracterizou o modelo adotado no canal de WhatsApp “Exército do Lula” como “democracia mitigada”, afirmando que não corresponde à democracia plena, nem a um modelo sustentável, mas que se trata de uma solução transitória necessária para vencer uma eleição.

O parlamentar também comentou a relação de amizade com o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos), apesar de pertencerem a espectros políticos diferentes. “Ele é um cara que está se propondo a fazer algo que o País precisa muito, que é pacificar, que é superar essa questão ideológica, essa polarização que tem feito tão mal para o povo brasileiro. É alguém que fala a língua do povo e eu realmente acredito que ele vai fazer um bom governo para Minas Gerais”, afirmou Janones.

Por fim, o deputado ressaltou que permanecerá na Rede-MG, valorizando a liberdade que o partido lhe proporciona.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Tribuna do Norte. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.