Deputado federal André Janones (Rede‑MG) declarou que não aceitará cargo no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no seu quarto mandato e que permanecerá na Câmara dos Deputados. A afirmação foi feita em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, exibida no domingo 1º de novembro, após o parlamentar ter sido mencionado como possível integrante da Esplanada dos Ministérios.

Janones afirmou que a decisão está “cravada” e que continuará “representando o povo” na Câmara. A especulação sobre sua nomeação ganhou força com a criação do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que chegou a reunir mais de 10 milhões de participantes após o primeiro turno das eleições presidenciais. Na primeira fase, Lula foi derrotado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), mas venceu no segundo turno.

Durante a campanha, Janones utilizou o grupo para orientar os participantes sobre ações nas redes sociais, com o objetivo de ampliar a presença de apoiadores da esquerda no ambiente digital. O formato recebeu repercussão internacional e inspirou a criação de grupos semelhantes em outros países.

O deputado ressaltou que o modelo de mobilização deve ser temporário, tanto na disputa eleitoral quanto no início do novo governo. “Necessário para a gente poder dar governabilidade ao presidente a partir de agora. Mas é um modelo que deve servir como transição”, disse.

Em relação à liberdade de manifestação dos integrantes do canal, Janones reconheceu limitações. “A democracia que eu quero viver é onde você posta o que você quiser na sua rede… Só que, nesse momento, não dá para ser assim. Até a gente discutir o papel das big techs na nossa sociedade”, afirmou.

As declarações sobre as empresas de tecnologia surgem após a campanha de Lula acusar a Meta de interferência no processo eleitoral em favor de Flávio Bolsonaro. Segundo a equipe do presidente, a plataforma teria restringido o impulsionamento e a distribuição de publicações relacionadas a Lula durante a campanha.

Um documento elaborado pela inteligência da Secretaria Nacional de Comunicação do PT apontou que a página de Flávio Bolsonaro apresentava, em média, engajamento 2,96 vezes maior que a de Lula, apesar de contar com 17,2 % menos seguidores.

A Meta negou qualquer interferência nas eleições, mas reconheceu a ocorrência de problemas técnicos em suas plataformas. O Comitê de Supervisão da empresa também identificou “falhas recorrentes” nos mecanismos de controle de conteúdo eleitoral das redes administradas pela companhia.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.