O Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou a encarregada de negócios da Argentina em Brasília, María Emilia Cortés, para prestar esclarecimentos sobre a passagem do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) pelo território argentino. A medida foi tomada após o senador, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de domingo, 25 de outubro, deixar o país e chegar aos Estados Unidos na quarta‑feira, 28, dois dias depois de ser notificado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sobre o cancelamento de seus passaportes.
A convocação foi descrita como uma manifestação formal de descontentamento diplomático. O embaixador brasileiro João Marcelo Galvão de Queiroz solicitou informações acerca da possível participação de integrantes do governo de Javier Milei na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.
Segundo reportagens da imprensa argentina, Santiago Caputo, principal estrategista político de Milei, teria viajado a Puerto Iguazú para auxiliar o senador. Há também relatos de que uma caminhonete com placa diplomática teria sido utilizada no deslocamento. As suspeitas motivaram parlamentares oposicionistas argentinos a apresentar pedidos de esclarecimentos, a convocar autoridades e a registrar uma denúncia criminal envolvendo Milei e membros de seu governo.
O órgão de migrações da Argentina informou que Flávio Bolsonaro e seus familiares entraram no país com documentação válida e sem restrições legais. O senador, que não entregou seus passaportes brasileiros à Justiça dentro do prazo determinado, teria usado um documento italiano para atravessar a Ponte Tancredo Neves.
Diego Santilli, chefe de gabinete de Milei, afirmou que não havia impedimento da Interpol para a movimentação.
O episódio amplia a crise diplomática entre Brasil e Argentina, que já se intensificava durante a campanha presidencial brasileira. Em julho, Milei atacou Lula durante o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro. Posteriormente, os embaixadores dos dois países deixaram seus postos, e a representação diplomática passou a ser exercida pelos respectivos encarregados de negócios.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
