A inadimplência no crédito avançou quase 40 % entre brasileiros de alta renda em um ano, segundo dados do Banco Central divulgados para o mês de agosto. O indicador subiu 38,8 % entre quem recebe de 10 a 20 salários mínimos e 35,8 % entre quem ganha acima de 20 salários mínimos, em comparação com o mesmo período de 2025. Na faixa de 10 a 20 salários mínimos, a taxa passou de 4,59 % para 6,37 %; entre os que recebem mais de 20 salários mínimos, o índice aumentou de 5,53 % para 7,51 %. O Sistema de Informações de Créditos (SCR) considera apenas operações com parcelas atrasadas há mais de 90 dias, medindo a participação dos créditos em atraso no total da carteira, e não o percentual de pessoas inadimplentes. No cartão de crédito, o aumento foi ainda mais acentuado: 50,1 % entre quem ganha de 10 a 20 salários mínimos, com a taxa passando de 4,37 % para 6,56 %; e 39,7 % entre quem recebe acima de 20 salários mínimos, de 2,87 % para 4,01 %. O crescimento ocorre em meio a juros elevados; em setembro, a taxa média do rotativo do cartão chegou a 451,7 % ao ano (15,29 % ao mês), enquanto o parcelamento da fatura alcançou 193 % ao ano (9,37 % ao mês).
Na Grande Natal, as prisões por embriaguez ao volante superaram o total registrado em todo o ano de 2025. Entre 1 de janeiro e 3 de novembro de 2026, a Operação Zero Álcool contabilizou 653 detenções, 33,8 % a mais do que as 488 ocorrências do ano anterior, segundo balanço divulgado pelo Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE). O número representa o maior da série histórica iniciada em 2016. Extremoz liderou as ocorrências, com 191 prisões, seguida por Macaíba (92) e Natal (74); juntos, os três municípios somam 357 casos, mais da metade do total registrado neste ano. A série histórica mostra queda nas ocorrências até 2019, quando foram registradas 25 prisões, e retomada a partir de 2022, com 253 detenções naquele ano, 477 em 2023, 349 em 2024 e 488 em 2025. A prisão por embriaguez ao volante ocorre quando o bafômetro registra concentração igual ou superior a 0,33 mg de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, já considerado o desconto aplicado ao equipamento.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mudou o entendimento sobre fraudes à cota de gênero ao decidir que mulheres eleitas em chapas irregulares podem manter seus mandatos, desde que não tenham participado da fraude. A decisão foi tomada nesta quinta‑feira, em processo que envolvia candidaturas a deputado estadual pelo Podemos no Amapá nas eleições de 2022. Até então, o reconhecimento de candidaturas fictícias para cumprir a cota mínima de 30 % de mulheres levava à anulação dos votos de toda a chapa e à cassação dos eleitos. Com a nova regra, serão preservados o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap), os votos de legenda e os votos nominais das mulheres que não participaram da irregularidade; os votos dos candidatos homens e das candidaturas fictícias serão convertidos em votos de legenda, sem alteração dos quocientes eleitoral e partidário. O entendimento vale para eleições proporcionais – deputado federal, deputado estadual e vereador – mas a aplicação não será automática; cada caso continuará sendo analisado individualmente pela Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral apontou que o Podemos registrou três candidatas fictícias no Amapá para cumprir a cota de gênero, sem campanha, sem recursos do fundo eleitoral e com votação inexpressiva, sendo que uma delas não recebeu nenhum voto. O relator, ministro André Mendonça, reconheceu a fraude e defendeu a cassação dos mandatos dos homens eleitos pelo partido, mas preservou o mandato da deputada estadual Zeneide Costa, que, segundo o relator, não participou da irregularidade. A maioria dos ministros acompanhou o voto, estabelecendo o novo entendimento da Corte.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta‑feira que deixará o cargo em meio à crise do banco Ueno e à abertura de um processo de impeachment contra ele. A renúncia ainda precisa ser aceita pelo Congresso, que deverá convocar sessão para analisar o caso. O banco Ueno foi fechado na terça‑feira, após o Banco Central iniciar sua liquidação por problemas nos índices de solvência e empréstimos a empresas vinculadas. O Ueno, pertencente ao Grupo Vázquez, atendia cerca de 3 milhões de clientes e detinha US $ 850 milhões (aproximadamente R $ 4,6 bilhões) em depósitos, incluindo recursos da Previdência Social. Peña foi acionista do grupo até março de 2025. A oposição o acusa de conflito de interesses, manipulação regulatória e encobrimento de irregularidades pelo Banco Central. Durante a sessão que apresentou a acusação, a deputada Rocío Vallejo afirmou: “Nunca antes alguém prejudicou, em um único dia, 3 milhões de pessoas na República do Paraguai, e o senhor conseguiu isso, senhor presidente… o senhor é a origem desse monstro que criou”.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
