William Gomes da Silva, de 21 anos, morreu ao ser baleado enquanto tentava impedir um assalto a um mercadinho no bairro Lagoa Azul, na Zona Norte de Natal, por volta das 19h da quarta‑feira, 4 de novembro. A mãe da vítima, Valdemice Bezerra da Silva, também ficou ferida; a polícia capturou o homem suspeito e a mulher envolvida foi agredida por populares antes de receber socorro.

Moradores relataram que um homem e uma mulher entraram no estabelecimento e subtraíram queijo, mortadela e frango. William teria intercedido em favor do proprietário, entrando em luta corporal com o suspeito, que disparou, atingindo o jovem. O tiro ocorreu na calçada em frente ao mercadinho, onde William veio a óbito.

Valdemice foi esfaqueada no braço durante a ocorrência, recebeu pontos e foi liberada do hospital na manhã de quinta‑feira, 5 de novembro. Ela contou que correu ao saber que o filho havia sido atingido, repetindo “meu filho, meu filho, meu filho”, e afirmou não se lembrar do momento exato em que foi esfaqueada.

Após o disparo, o homem suspeito fugiu por imóveis da região, atravessando muros e telhados. A polícia o localizou dentro de uma residência. A mulher suspeita de participar do roubo foi alcançada e agredida por populares antes da chegada dos policiais; foi socorrida, mas o estado de saúde não foi divulgado.

William deixa uma filha de três meses. Familiares informaram que ele trabalhava com montagem de móveis e realizava serviços ocasionais para complementar a renda. A avó, que participou da criação do neto, lamentou a perda, descrevendo‑o como “um trabalhador” que nunca se afastou dela.

Moradores também o lembram como pessoa conhecida por ajudar a comunidade, realizando entregas, limpando quintais e executando pequenos serviços. Uma moradora relatou que ele já combinava a pintura da casa de uma vizinha e que costumava ajudar no mercadinho, embora não fosse funcionário.

Maria do Socorro, residente nas proximidades, ouviu o disparo, saiu de casa e viu pessoas correndo na rua; assustada, retornou ao imóvel e fechou a porta.

As circunstâncias do roubo, a participação de cada suspeito e a dinâmica dos ferimentos ainda são objeto de investigação pelas autoridades.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.