O Governo do Estado de São Paulo exonerou Silvana Gimenes, de 65 anos, do cargo de coordenadora de Programas de Desenvolvimento da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça‑feira, 27, e ocorreu quatro dias depois da funcionária criticar, nas redes sociais, a fala de Flávio Bolsonaro contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Silvana Gimenes informou que a exoneração marcou a primeira vez, em 41 anos de serviço público, que deixa uma função por meio de exoneração. Em sua publicação, feita após o debate presidencial realizado na sexta‑feira, 23, a coordenadora se descreveu como mulher LGBT com deficiência e denunciou o uso de expressões relacionadas a deficiências, doenças raras, orientação sexual e características físicas como forma de diminuição e segregação de pessoas.

Durante o debate, Flávio Bolsonaro referiu‑se a Lula como “nove dedos”, alusão ao dedo que o presidente perdeu em um acidente de trabalho. A expressão foi alvo de críticas de ativistas e de entidades ligadas à defesa dos direitos das pessoas com deficiência; o então candidato pediu desculpas pela manifestação.

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência afirmou que a exoneração decorreu de ajustes administrativos e não guardou relação com a manifestação de Silvana. O secretário Marcos da Costa assumiu a responsabilidade pela decisão e negou qualquer motivação política, embora não tenha detalhado quais mudanças internas levaram à substituição.

Em contexto adicional, Lula perdeu o dedo mínimo da mão esquerda em 1964, quando tinha 17 anos e trabalhava como operário em uma fábrica metalúrgica em São Paulo. Dois dias após o debate, ele venceu o segundo turno das eleições e foi reeleito para o quarto mandato como presidente da República.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.