O governo federal trabalha para que a visita do senador Flávio Bolsonaro a Miami não interfira nas negociações comerciais com os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que outras pautas políticas ganham destaque no país. Em paralelo, a Casa Branca organizou o deslocamento do parlamentar, o grupo terrorista Hezbollah enviou felicitações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição, uma comissão internacional de bispos questionou a legitimidade do pleito, o presidente avalia a nomeação de uma mulher para comandar o Ministério da Defesa e a Câmara Municipal de Natal instalou comissão para investigar a Caern.

No Palácio do Planalto e no Itamaraty, autoridades emitiram orientação para que a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos não se transforme em incidente diplomático com a gestão de Donald Trump, preservando o ritmo normal das conversas sobre exportações, investimentos e acordos bilaterais. Diplomatas e técnicos da área econômica classificam o caso como estritamente judicial, afirmando que não deve impactar a pauta de comércio exterior.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, mantém agenda de trabalho nos Estados Unidos, participando de encontros que reforçam a prioridade do Brasil em garantir a estabilidade das relações comerciais e manter aberto o canal de diálogo com Washington.

O deslocamento do senador foi viabilizado por um jato particular Gulfstream G400, que o transportou da Argentina para os Estados Unidos após o encerramento do processo eleitoral. O ingresso de Flávio Bolsonaro em solo norte‑americano foi formalizado sob o mecanismo de admissão condicional por razões humanitárias, concedendo-lhe visto temporário. O assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, confirmou que atuou diretamente na organização da operação logística.

Na mesma data, o grupo libanês Hezbollah divulgou, por meio do portal Al‑Manar, mensagem de parabéns ao presidente Lula pela vitória no segundo turno das eleições presidenciais. O comunicado elogiou a postura diplomática adotada por Lula em relação ao conflito no Oriente Médio, destacando seu apoio à causa palestina, as críticas às operações militares de Israel na Faixa de Gaza e a oposição à influência histórica dos Estados Unidos na política internacional.

Separadamente, uma comissão internacional de bispos vinculada ao movimento Apostolic Confluence Movement publicou, na segunda‑feira, declaração assinada pelo bispo Leo Assis, na qual afirma não reconhecer a vitória de Lula e levanta suspeitas sobre a legitimidade do pleito brasileiro. O documento não apresenta dados técnicos, auditorias ou provas que sustentem as alegações de fraude.

Em Brasília, o presidente Lula avalia a nomeação de uma mulher para comandar o Ministério da Defesa, possibilidade inédita desde a criação da pasta em 1999. O atual ministro, José Múcio Monteiro, manifestou desejo de deixar o cargo. Entre os nomes cogitados estão Cinara Wagner Fredo, secretária‑geral do Ministério da Defesa; Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar; e Simone Tebet, ex‑ministra do Planejamento. Lula pretende evitar indicação que enfrente resistência nas Forças Armadas e deve conversar com os comandantes militares antes de decidir. A primeira‑dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, tem sido apontada como defensora da escolha de uma mulher, alinhada à estratégia do governo de ampliar a presença feminina nas instituições militares. O presidente também sancionou lei que prevê exceção de R$ 30 bilhões para a compra de equipamentos militares até 2031.

Na capital potiguar, a Câmara Municipal instalou, nesta quinta‑feira, a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Caern para apurar a qualidade dos serviços prestados pela companhia e a responsabilidade dos órgãos municipais na fiscalização de obras nas vias públicas. O vereador Matheus Faustino (União Brasil), autor da proposta e relator da comissão, criticou a atuação da empresa, afirmando que “o descaso está instaurado” e que a Caern “nunca deu satisfação a nada aqui no município”. Faustino indicou que representantes da companhia poderão ser convocados coercitivamente, se necessário.

A presidente da CEI, a vereadora Anne Lagartixa (PL), destacou a falta de recuperação das vias após intervenções da Caern como motivação da investigação, afirmando que “a prefeitura vem, faz o recapeamento da via, daqui a pouco a Caern quebra tudo, deixa tudo do jeito que ficou e não conserta”. A comissão também prevê convocações de representantes da gestão municipal, incluindo as secretarias de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e de Infraestrutura (Seinfra), além da Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Município (Arsban).

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.