O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou nesta quarta‑feira, 28 de outubro, que dez mortes estão incluídas entre os episódios de violência política registrados durante e após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O balanço oficial aponta 45 ocorrências e 47 vítimas a partir de sábado, 24 de outubro, véspera da votação.

Entre os mortos, três são indígenas. A maior concentração dos registros ocorreu nos dias 25 e 26 de outubro, período em que se intensificaram as comemorações da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). Os estados com maior número de ocorrências foram Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina. O levantamento considera os casos identificados até a quarta‑feira e poderá ser atualizado à medida que os órgãos competentes consolidem novas informações.

A resposta do governo inclui o acompanhamento dos casos pela Polícia Federal (PF) e a articulação entre a Procuradoria‑Geral da República (PGR) e os Ministérios Públicos estaduais. O MJSP também solicitou informações às corregedorias das polícias estaduais e do Distrito Federal para verificar possíveis participações de agentes públicos nos episódios. Quando houver suspeita de envolvimento de integrantes das forças de segurança nas mortes, a pasta acompanhará os procedimentos criminais e administrativos, cabendo às corregedorias informar as providências adotadas pelas corporações.

Em entrevista coletiva no Palácio da Justiça, em Brasília, o secretário‑executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges, explicou que o conjunto de registros abrange diferentes tipos de crime e que a definição do órgão responsável pela investigação dependerá da natureza de cada ocorrência. “Alguns deles são crimes eleitorais cometidos no dia das eleições ou no período que as antecedeu. Outros envolvem violência política de gênero, que é de competência federal”, afirmou. Nos casos de violência política de gênero, a investigação ficará a cargo da Polícia Federal, com participação do Ministério Público Federal e da Justiça Federal.

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, destacou que reunir as informações produzidas pelas instituições será uma das prioridades. Ele alertou para a necessidade de evitar que a divisão de atribuições entre órgãos estaduais e federais dificulte a identificação e a responsabilização dos autores dos crimes, ressaltando a complexidade da cartografia institucional brasileira.

Em paralelo, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) iniciou apuração sobre o uso de trabalhadores temporários em vagas destinadas a servidores concursados na área da Educação. Ainda não foram divulgados detalhes sobre o andamento da investigação.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) apresentou proposta de criação de novos cargos e de alterações salariais no Rio Grande do Norte, sem especificar o número de vagas nem os percentuais de reajuste.

Por fim, o ex‑governador Ricardo Motta foi incluído como réu no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e caixa‑duas, conforme registro oficial. As acusações ainda não foram detalhadas nas informações divulgadas.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.