O senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) afirmou que não recebeu nenhum tipo de apoio de governos estrangeiros para deixar o Brasil e chegar aos Estados Unidos, ressaltando que organizou a viagem por conta própria. A declaração foi feita em entrevista ao jornal americano The New York Times, publicada nesta quinta‑feira (5).
Segundo o parlamentar, a decisão de sair do país foi tomada na manhã seguinte à derrota nas eleições presidenciais, após visita ao pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A escolha teria surgido de conversa com a esposa, Fernanda Bolsonaro, e não de um planejamento prévio com aliados. Flávio relatou que, durante a visita, recebeu a orientação de entregar os passaportes em até 24 horas, em cumprimento a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Ele descreveu a medida como indicativa de risco de novas ações judiciais e afirmou estar preparado para as consequências.
Ao comentar a derrota, o senador declarou que o resultado foi “matematicamente impossível” e que perdeu para o “sistema”, e não para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Flávio manifestou suspeitas de fraude, mas reconheceu que não há certeza absoluta sobre a validade de suas alegações. Ele questionou a extensão do horário de votação, sugerindo que a medida poderia ter servido de cobertura para a inclusão de votos irregulares, e apontou suposta influência do governo federal durante a campanha e vulnerabilidades na segurança do processo eleitoral.
Flávio Bolsonaro anunciou a intenção de contestar judicialmente a vitória da chapa Lula‑Alckmin na Justiça Eleitoral, embora admita que as chances de reverter o resultado são reduzidas. Ele acrescentou que, caso novas eleições sejam convocadas, será candidato novamente.
O senador também afirmou que pretende manter atuação política a partir dos Estados Unidos, liderando a oposição ao governo. Em transmissão ao vivo na semana passada, chegou a sugerir que uma crise econômica poderia antecipar a realização de novas eleições antes de 2030, prevendo a queda do governo “muito antes do que muita gente imagina”.
Sobre a permanência da família, Flávio informou que ainda não definiu onde residirá nos Estados Unidos. A esposa e as duas filhas devem permanecer no país por, pelo menos, um ano, sob um tipo de autorização migratória concedida em situações humanitárias. O irmão Eduardo Bolsonaro já vive no Texas, onde possui residência permanente.
Por fim, o senador manifestou expectativa de encontrar o ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), prevista para acontecer em Mar‑a‑Lago, na Flórida.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
