O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu ao senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) autorização especial para entrar no país. O parlamentar chegou à Flórida com status migratório temporário e deve receber visto de residência permanente nas próximas semanas.

A entrada ocorreu por meio de um mecanismo conhecido como “parole”, que permite a permanência temporária de estrangeiros em situações específicas, como urgências humanitárias ou benefícios públicos relevantes. A autorização não equivale a um visto tradicional nem garante residência permanente. Registros migratórios indicam que Flávio, sua esposa e as duas filhas têm permissão para permanecer nos Estados Unidos até outubro de 2027.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos confirmou que o senador e sua família foram submetidos aos procedimentos de inspeção migratória ao desembarcar em Miami. O Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) realizou a inspeção e liberou os passageiros conforme a legislação migratória vigente.

Uma autoridade americana informou que Flávio deverá solicitar o green card, documento que permite a estrangeiros viver e trabalhar permanentemente nos Estados Unidos. O pedido deverá tramitar com prioridade, seguindo o exemplo de seu irmão Eduardo Bolsonaro, que obteve residência permanente em julho deste ano.

Jason Miller, funcionário de comunicação da Casa Branca, organizou o transporte em jato particular que levou Flávio, sua esposa e as filhas da Argentina até Miami, com escala para reabastecimento em Guayaquil, Equador. Eduardo Bolsonaro manteve contato com Miller durante os preparativos. A operação foi iniciada na segunda‑feira, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a entrega dos passaportes de Flávio. Na noite de terça‑feira, o senador cruzou a fronteira com a Argentina por Puerto Iguazú.

A Polícia Federal informou que a viagem de Flávio aos Estados Unidos, por si só, não caracteriza situação de foragido nem autoriza sua prisão automática. Na quarta‑feira, Trump confirmou publicamente a autorização, afirmando que “demos a ele um passe para entrar no país, então veremos”.

Em carta divulgada nas redes sociais, Flávio declarou que deixou o Brasil por perseguição política e agradeceu a Trump e ao presidente argentino, Javier Milei, pelo apoio recebido.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.