A Polícia Federal informou nesta quarta‑feira (28) que o senador Flávio Bolsonaro não é considerado foragido nem possui mandado de prisão em aberto. O parlamentar chegou aos Estados Unidos acompanhado da esposa, Fernanda, e das duas filhas, mas a corporação continua investigando as circunstâncias da saída do país e o descumprimento da ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou a entrega dos passaportes em sua posse.

Em nota encaminhada à imprensa, a PF destacou que não há registro oficial de saída do senador pelos postos de controle migratório brasileiros. A instituição ressaltou que a mera existência de restrições a documentos de viagem não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares.

A investigação sobre a saída de Flávio Bolsonaro teve início em 25 de outubro, quando a Polícia Federal representou ao STF a adoção de medidas cautelares, entre elas a apreensão dos passaportes, a proibição de deixar o país e a restrição de contato com outros investigados, após identificar risco de fuga. Após a decisão judicial, os passaportes comum e diplomático emitidos pelo Brasil foram cancelados, foi inserido alerta migratório no sistema SONAR e o senador foi intimado na manhã de 26 de outubro a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades no prazo de 24 horas, o que não ocorreu.

O senador deixou o Brasil na terça‑feira (27). Informações oficiais do governo argentino confirmaram que ele chegou à Argentina por via terrestre e, em seguida, seguiu de avião para o Equador, desembarcando em solo americano na manhã de quarta‑feira (28). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou a jornalistas que aprova a chegada de Flávio aos EUA. O Departamento de Estado dos Estados Unidos havia anunciado, no dia anterior, a concessão de vistos ao parlamentar brasileiro e sua família.

Flávio Bolsonaro, que foi candidato à Presidência e foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (25), é alvo de duas investigações no âmbito da PET nº 16877/DF. Uma delas trata de recursos recebidos para a produção do filme “Dark Horse” e a outra investiga suposta relação suspeita com o empresário Willer Tomaz.

A Polícia Federal mantém a apuração das circunstâncias do descumprimento das determinações judiciais, atuando dentro dos limites da legislação e das determinações do STF.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Tribuna do Norte. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.