O senador Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos na manhã de quarta‑feira, pouco depois de concluir a campanha presidencial que terminou com a derrota no segundo turno. A viagem ocorreu após o que ele descreveu como um recrudescimento da perseguição política, motivada pelos inquéritos que responde no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em sua primeira manifestação pública fora do país, Flávio Bolsonaro, que inicialmente se autodenominou “presidente eleito do Brasil”, passou a se proclamar “líder do Brasil”. Na mesma declaração, o senador repetiu a tese de que a eleição foi marcada por “fraude eleitoral” praticada por “criminosos que roubaram a eleição do Brasil”.
Nas falas, o senador atribuiu ao candidato vencedor, Luiz Inácio Lula da Silva, a compra de votos em escala inédita, citando um “pacote de bondades” que envolveria “centenas de bilhões de reais” em gastos ou renúncias de receitas. Flávio Bolsonaro também acusou a campanha digital de Lula de utilizar “terrorismo apocalíptico” para gerar clima de medo e afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria sido conivente, “fechando os olhos ao abuso de poder político”. Ele citou ainda uma decisão, mencionada em carta enviada ao público, na qual o advogado Cristiano Zanin teria “atropelado o TSE e prorrogado a votação quando a maioria das seções eleitorais já estava fechada”.
O coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho, declarou que não possui provas que confirmem a existência de fraude nas eleições de 2022. Segundo Marinho, a falta de evidências torna as acusações “perigosas para o futuro da oposição no Brasil”.
O senador também apontou que a crença em fraude eleitoral foi um dos fatores que desencadearam os eventos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes. Ele alertou que autoridades como a Polícia Federal, o Ministério da Justiça, a Procuradoria‑Geral da República e o STF podem investigar e responsabilizar quem divulgar ou apoiar alegações de fraude, tratando‑as como potencial incitação a um golpe.
Em relação ao cenário institucional, Flávio Bolsonaro sugeriu que a prioridade da oposição deveria ser garantir que o Senado seja presidido por um parlamentar da oposição, comprometido com o controle dos abusos do Supremo. O senador destacou que, apesar da derrota presidencial, o Legislativo resultou majoritariamente em representantes de direita e centro‑direita. Nesse contexto, mencionou que o senador Davi Alcolumbre, que se sente “aliviado” com a reeleição de Lula, seria o “fiador” de sua recondução à presidência da Casa, disputa prevista para fevereiro de 2027.
Flávio Bolsonaro ressaltou a necessidade de mobilizar senadores, deputados e governadores de direita e centro‑direita para impedir planos do governo e avançar com a proposta de criação de uma CPI de Abuso de Autoridade. Ele concluiu que, em vez de concentrar esforços em alegações de fraude sem comprovação, a oposição deve focar nas “verdadeiras batalhas” dentro do Congresso, evitando que um eventual regime autoritário use tais acusações como pretexto para intensificar a perseguição política.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
