O senador Flávio Bolsonaro participou da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada na Flórida, Estados Unidos, ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro, com o objetivo de reorganizar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o evento, o parlamentar brasileiro reiterou a alegação de que vem sendo perseguido no Brasil, ao mesmo tempo em que buscou fortalecer alianças com representantes da direita internacional.

A CPAC, considerada o maior encontro conservador do mundo, serviu como palco para que Flávio Bolsonaro apresentasse sua imagem de dissidente político expatriado. A presença no evento foi descrita como parte de uma estratégia para preservar o protagonismo da família Bolsonaro após a derrota nas eleições recentes, sinalizando a uma audiência externa que a oposição enfrenta restrições que, segundo ele, comprometem o pleno exercício democrático no país.

Eduardo Bolsonaro, ex‑deputado que reside nos Estados Unidos desde 2025, atuou como principal articulador da participação do irmão na CPAC. Segundo informações divulgadas, ele mantém uma rede de contatos consolidada com membros do Partido Republicano e com integrantes do governo americano, tendo organizado os discursos de Flávio Bolsonaro em eventos no exterior. Eduardo tem caracterizado o afastamento do irmão como um “ato de patriotismo” necessário para combater o que descreve como avanço de regimes autoritários no Brasil.

Dentro do plano de atuação da oposição, foi apresentada a proposta de criação de um “Gabinete Sombra”, inspirada no modelo britânico de governo. O conceito, defendido pelo jurista Ives Gandra Martins, prevê a formação de um grupo de parlamentares conservadores que acompanhará de perto cada ministério do governo federal, com a finalidade de fiscalizar políticas públicas, apontar falhas na gestão e propor alternativas. Segundo os proponentes, a iniciativa visa deslocar o foco do embate jurídico na Suprema Corte, que tem sido desfavorável ao grupo, para a arena política e de fiscalização direta.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio público à permanência de Flávio Bolsonaro no país. Em declarações feitas durante a CPAC, Trump afirmou que o senador brasileiro foi tratado de maneira “muito injusta” em sua terra natal e que ele é bem‑vindo para permanecer nos Estados Unidos pelo tempo que considerar necessário. Embora tenha reiterado que não pretende interferir nas eleições brasileiras, Trump aproveitou a ocasião para criticar o processo eleitoral no Brasil, reforçando a narrativa da família Bolsonaro de que há uma crise institucional grave que afeta a democracia nacional.

A participação de Flávio Bolsonaro na CPAC e as declarações de apoio de figuras internacionais ampliam a visibilidade da oposição brasileira fora do território nacional, ao passo que a proposta do Gabinete Sombra indica uma tentativa de institucionalizar a fiscalização política da atual gestão. Não foram divulgadas respostas oficiais de autoridades brasileiras sobre os eventos ocorridos na Flórida.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.