Flávio Bolsonaro, senador do PL, publicou uma nova versão de carta no X nesta quarta‑feira (28) logo após chegar aos Estados Unidos. Na versão revisada, o político retirou a expressão “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e passou a se apresentar como “líder do Brasil”. A mudança foi feita poucos minutos depois da divulgação inicial do documento, que foi apagada da rede social.
A carta foi originalmente compartilhada por Paulo Figueiredo, aliado de Flávio Bolsonaro, e continha a saudação “direciono‑me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Na nova edição, o mesmo trecho foi alterado para “direciono‑me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o líder do Brasil”. O restante do texto permaneceu inalterado.
No conteúdo da mensagem, o senador agradeceu ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiando a “coragem, senso de justiça e legalidade” de Milei e a defesa da liberdade de expressão por parte de Trump. Em seguida, Flávio Bolsonaro afirmou ter presenciado, na noite de domingo (25), uma “fraude eleitoral” que teria permitido ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acrescentar “mais de 10 milhões de votos” entre o primeiro e o segundo turno. Segundo o senador, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), supostamente tomada “por cima da competência do TSE”, teria estendido o horário de votação após o encerramento legal das urnas, gerando “regras diferentes” para os eleitores.
O texto também acusa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de limitar‑se a defender a prorrogação do horário e de não apresentar “uma única resposta crível”. Flávio Bolsonaro aponta ainda “abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública” durante a campanha, alegando que tais práticas são “expressamente vedadas por lei” e justificariam a cassação da chapa Lula‑Alckmin.
Em relação ao Judiciário, o senador menciona um juiz “implicado em um imenso escândalo de corrupção”, citado em inquérito que teria tentado “sequestrar meus passaportes”. Ele afirma que o magistrado, “provavelmente estaria preso se não tivessem impedido a minha posse”, teria acionado “a máquina de perseguição política do regime”. Segundo Flávio Bolsonaro, não há mandado de prisão contra ele, mas sim uma “caça às bruxas politicamente motivada” que teria incluído apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar e julgamento de fachada.
A carta declara que a família do senador foi levada para os Estados Unidos por questões de segurança e agradece novamente ao presidente Trump e ao governo americano pela “segurança jurídica” que, segundo ele, não existe mais no Brasil. Flávio Bolsonaro afirma que não fugiu do país, mas saiu “de um regime de exceção” para poder exercer a liderança que, em sua visão, o povo merece.
Para contextualizar a postura, o senador faz referência a figuras históricas que, segundo ele, também tiveram que lutar contra regimes autoritários no exílio, como Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí, Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado. Ele conclui que a luta “pelo nosso país” está apenas no início, prometendo dirigir‑se “regularmente ao povo brasileiro” e apresentar estratégia para mobilizar a oposição por meios “pacíficos e legítimos”.
Por fim, Flávio Bolsonaro apela às instituições brasileiras para que “acabe a sandice” que, segundo ele, gera “caos jurídico, de corrupção e de perseguição política”. Ele solicita à comunidade internacional que não normalize a situação no Brasil e reforça que continuará a liderar a oposição a partir do exterior, citando o candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho, como aliado na causa.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Tribuna do Norte. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
