Um homem suspeito de exercer a medicina de forma ilegal, utilizando a identidade de outro profissional, foi preso durante a Operação Alter Ego, realizada nesta quinta‑feira. A ação policial revelou que o detido atuava como responsável técnico da Proseg, empresa vinculada à operação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do Rio Grande do Norte.
A prisão do indivíduo, que teria exercido atividades médicas sem habilitação, trouxe à tona questionamentos sobre a fiscalização dos serviços de saúde terceirizados no estado. Investigações apontam que a Proseg mantinha a condição de responsável técnico, apesar de não possuir comprovação de regularidade de seu corpo profissional.
Conforme documentos obtidos, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) manteve a Proseg no contrato de prestação de serviços ao SAMU mesmo após decisão judicial que exigia a verificação da qualificação técnica da empresa. Até o momento, a Sesap não apresentou esclarecimentos sobre o cumprimento das exigências contratuais, os critérios de habilitação dos profissionais envolvidos nem os mecanismos de fiscalização adotados para garantir a legalidade das atividades desenvolvidas.
A situação evidencia lacunas nos processos de habilitação e monitoramento de empresas que fornecem suporte médico ao serviço de urgência, reforçando a necessidade de revisão dos procedimentos de controle e de maior transparência nas contratações públicas. A Operação Alter Ego segue em curso, com outras investigações relacionadas ao exercício ilegal da medicina e à regularidade de empresas terceirizadas no setor de saúde.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog Jair Sampaio. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
