A Justiça determinou que o Governo do Rio Grande do Norte indenize em R$ 50 mil os pais de um recém‑nascido que faleceu enquanto aguardava transferência para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI) de Caicó, na região do Seridó. O julgamento, realizado pela 3ª Vara da Comarca de Caicó, reconheceu falha do Estado na regulação de leitos de alta complexidade.

O bebê, internado no Hospital do Seridó, apresentou sepse neonatal associada a infecção no ouvido e evoluiu para insuficiência respiratória grave, culminando em parada cardiorrespiratória. Em 24 de março de 2025, foi solicitada a transferência para uma UTI neonatal, mas a criança morreu antes que fosse disponibilizado um leito. O magistrado Isaac Lima concluiu que o município de Caicó efetuou corretamente o pedido de transferência e que não há evidência de erro da equipe médica. A responsabilidade, segundo a sentença, recai sobre o Estado, que não concluiu a regulação do leito a tempo, embora o juiz tenha ressaltado que não é possível afirmar que a transferência teria evitado o óbito, mas que a demora privou o recém‑nascido da oportunidade de receber tratamento intensivo.

Em paralelo, a definição da política econômica para o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem gerado divergências internas no governo. Conforme análise de Teo Cury, da CNN Brasil, o debate sobre o controle das contas públicas versus a ampliação dos investimentos federais evidencia duas correntes: uma que defende maior rigor fiscal e cumprimento das metas, e outra que aposta no aumento de gastos para estimular a economia. A indefinição sobre quem comandará o Ministério da Fazenda em 2027 também aumenta a incerteza; entre os nomes cogitados está o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), considerado bem avaliado pelo mercado financeiro, embora ainda não haja confirmação oficial. O presidente tem consultado aliados e conselheiros antes de anunciar a nova equipe ministerial, com expectativa de decisão nos próximos dias.

No âmbito econômico nacional, setembro de 2026 registrou um novo recorde de inadimplência no Brasil. Dados do Mapa da Inadimplência da Serasa apontam que 84,2 milhões de pessoas – 51,1 % da população considerada – estavam endividadas, totalizando R$ 597,4 bilhões, alta de 0,90 % em relação ao mês anterior. A diretora da Serasa, Aline Maciel, informou que a inadimplência cresceu 34,17 % desde 2020 e aumentou 6 % entre setembro de 2025 e o mesmo mês de 2026, atingindo o maior índice da série histórica. O valor médio da dívida por consumidor chegou a R$ 7.093,83, equivalente a cerca de 4,4 salários‑mínimos. Bancos e cartões de crédito concentram 27,16 % do total, seguidos por financeiras (20,66 %) e contas de água, luz e gás (20,32 %). Em resposta, a Serasa lançou uma nova edição do Feirão Limpa Nome, oferecendo 750 milhões de propostas de negociação com descontos de até 99 %, envolvendo 3,300 empresas e com vigência até 6 de dezembro, disponível tanto online quanto nas agências dos Correios.

Por fim, a ex‑deputada federal Carla Zambelli (PL‑SP) solicitou apoio financeiro a seus seguidores para permanecer na Itália. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar anunciou a criação de uma comunidade online com mensalidade de R$ 50 e atribuiu sua situação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmando que “Moraes destruiu a minha vida” e que nenhum banco, seja digital ou italiano, aceita abrir conta para ela. Zambelli alegou ainda que a dificuldade impede a obtenção de emprego no país. A comunidade pretende oferecer conteúdos exclusivos, incluindo relatos de sua prisão. Ela deixou o Brasil em 2025 após ser condenada pelo STF a dez anos de prisão por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça e falsidade ideológica; atualmente está em liberdade na Itália e aguarda julgamento de outro pedido de extradição, marcado para 24 de novembro.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.