O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, deve rejeitar o pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) para que o ministro Alexandre de Moraes seja afastado da investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz. A defesa sustenta a existência de possível conflito de interesse, alegando que a investigação inclui uma empresa proprietária de aeronave utilizada por Moraes e que teria vínculos com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além de supostas relações da empresa com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Os advogados do senador requerem a transferência do caso para o ministro André Mendonça, responsável por investigações relacionadas a Willer Tomaz na Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS. Também foram solicitadas a revogação das medidas cautelares impostas ao senador, que incluem a entrega dos passaportes e a proibição de contato com Willer Tomaz. Integrantes da Corte consideram que não há elementos suficientes para reconhecer impedimento ou suspeição de Alexandre de Moraes, ressaltando que precedentes do STF exigem provas concretas para tal reconhecimento.
Em outra esfera, o centroavante Jesús de Miguel, de 30 anos, faleceu nesta terça‑feira (3 de novembro) após sofrer uma parada cardiorrespiratória em campo durante partida entre Tenerife e FC Andorra, válida pela segunda divisão do Campeonato Espanhol. O incidente ocorreu nos minutos finais do confronto, quando o jogador colidiu com o goleiro Owono. Socorrido de urgência, foi submetido a procedimentos de reanimação no gramado, o que levou à suspensão definitiva da partida. Em seguida, foi transferido em estado grave ao Hospital Universitário Nuestra Señora de Candelaria, onde apresentou piora neurológica e não resistiu. O CD Tenerife divulgou comunicado lamentando o falecimento e solicitando respeito à privacidade da família. A ocorrência foi amplamente divulgada nas redes sociais, inclusive por veículos esportivos que relataram o choque entre os atletas.
Separadamente, dados do sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral, revelam que a agência de comunicação 2HC, dirigida pelo publicitário Hélito Honorato, recebeu contratos significativos de campanhas políticas ligadas ao ex‑prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). Em 2024, a agência recebeu R$ 1.250.000,00 da campanha de Bezerra, representando 36,4 % dos recursos gastos naquele pleito. Na campanha estadual de 2026, o valor contratual foi de R$ 1,500.000,00, além de R$ 150.000,00 provenientes da deputada estadual eleita Cinthia Pinheiro (União Brasil). A 2HC também firmou contratos de R$ 550.000,00 com as candidaturas à deputada federal de Dani Ribeiro (R$ 350.000,00) e Nagila Diniz (R$ 200.000,00), ambas do União Brasil, que somaram cerca de R$ 3,9 milhões do Fundo Eleitoral e obtiveram 7.865 votos. Em 2026, o total recebido da rede de candidaturas vinculadas a Bezerra foi de R$ 2,2 milhões. Entre 2023 e 2024, a agência também foi beneficiária de repasses da Prefeitura de Mossoró, totalizando R$ 900.000,00, referentes à primeira gestão de Bezerra.
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