Na noite de segunda‑feira (02), o ex‑governador da Paraíba e deputado federal eleito Ricardo Coutinho (PT) foi conduzido à delegacia da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para prestar esclarecimentos após uma ocorrência nas imediações da Vila Olímpica de Santa Maria, em Brasília.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após denúncia de que um homem, dentro de um veículo, estaria piscando os faróis e fazendo gestos em direção a crianças que jogavam bola na região, chamando‑as para se aproximarem do automóvel. A autoridade policial determinou a coleta de depoimentos e manteve a ocorrência como “em apuração”.

Uma testemunha relatou à polícia que soube da situação por meio de um adolescente, que teria visto um carro com os faróis piscando e afirmado que o homem dentro do veículo fazia gestos de coração com as mãos.

Na delegacia, Coutinho apresentou sua versão dos fatos. Segundo o deputado, estava no estacionamento para levar o enteado a uma escola de futebol. Permaneceria dentro do carro procurando um documento quando, ao acionar o alarme para travá‑lo, as luzes de emergência (pisca‑alerta) se acenderam. Em seguida, saiu do veículo e caminhou em direção ao ginásio para encontrar o filho. Entrou no local, sentou‑se na arquibancada para acompanhar a partida e, nesse momento, foi abordado por um adolescente que questionou o motivo de estar piscando as luzes para as crianças. Coutinho afirmou que ficou assustado, acreditando estar sendo vítima de um golpe ou de ameaças, e que, ao se dirigir à portaria, encontrou um grupo de pessoas que o interrogou sobre o veículo.

A defesa do parlamentar, por meio do advogado Igor Suassuna de Vasconcelos, negou que o ex‑governador tenha sido preso em Brasília sob suspeita de aliciar menores. Em nota, o advogado classificou como falsa a informação inicialmente veiculada por um portal e apresentou outra versão dos acontecimentos. Segundo a equipe jurídica, Coutinho teria sido alvo de tentativa de golpe e extorsão ao levar o enteado para jogar futebol de salão. Conforme a nota, após estacionar o carro e entrar no ginásio, foi abordado por um jovem que fez ameaças, alegando que o veículo estava com o alerta ligado e relacionando a situação à presença de supostas crianças nas proximidades. Após a abordagem, o deputado teria deixado o ginásio e acionado a Polícia Militar, temendo por sua segurança e a do enteado.

A ocorrência permanece sob investigação pelas autoridades competentes.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog Jair Sampaio. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.