Eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça‑feira (3) para as eleições de meio de mandato, que decidirão o controle da Câmara dos Representantes e parte do Senado. Todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 vagas do Senado estão em disputa, e o resultado poderá influenciar a governabilidade do presidente Donald Trump até o final de seu mandato, previsto para janeiro de 2029. Atualmente, os republicanos mantêm maiorias estreitas em ambas as casas, o que tem alimentado a expectativa do Partido Democrata de retomar o Legislativo. Analistas apontam que a insatisfação popular com o custo de vida, a desaceleração econômica, as tarifas comerciais e os impactos do conflito com o Irã têm enfraquecido a base governista, aumentando a pressão sobre o Executivo.
Em paralelo, a emissora de televisão Globo divulgou, neste domingo (1), detalhes sobre a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) do país após a decisão do Supremo Tribunal Federal que determinou a apreensão de seus passaportes. O programa de investigação mostrou que o parlamentar partiu de Rio de Janeiro em direção a Puerto Iguazú, na Argentina, ponto de partida de um voo privado que o levou a Miami acompanhado da família. Registros de fronteira obtidos pelo programa indicam que duas vans cruzaram a ponte que liga Foz do Iguaçu ao lado argentino na noite da travessia. No segundo veículo, constavam o motorista, o advogado Roberto Jorge Alexandre – que já atuou na defesa do ex‑presidente Jair Bolsonaro – e um cidadão israelense descrito como ex‑oficial do serviço de inteligência de Israel, com histórico de fotografias ao lado de autoridades como o primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu.
O senador Flávio Bolsonaro reagiu à reportagem nas redes sociais, afirmando que recusou entrevista ao programa porque não recebeu garantia de que a conversa seria exibida na íntegra, sem cortes ou restrições editoriais. Segundo a publicação, a emissora optou por não atender à condição e, por isso, o jornalista não concederá depoimento. Bolsonaro alegou ainda que, poucos minutos após a divulgação dos resultados das eleições presidenciais, foi imposta medida cautelar contra ele com base em “mentiras”, e que a decisão judicial ocorreu “doze horas depois” de sua saída do país. O parlamentar caracterizou o processo como “não democrático” e “ilegal”.
No cenário interno, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), tem sido mencionada como possível integrante do primeiro escalão do governo federal. Segundo informações de coluna da Folha de São Paulo, seu nome ganha força nos bastidores do Palácio do Planalto para comandar um ministério na área social. A potencial indicação seria alinhada ao compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de manter representatividade feminina no gabinete, além de refletir o reconhecimento público que a governadora recebeu do próprio presidente, que teria destacado sua trajetória e resiliência diante de ataques políticos. A movimentação ocorre enquanto Bezerra consolida sua influência política no estado, tendo eleito seu sucessor no Executivo potiguar e mantido estreita relação com a liderança federal.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
