O endividamento das famílias brasileiras atingiu 81,6 % em outubro, ligeira redução em relação aos 81,7 % registrados em setembro, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada nesta quinta‑feira (5).

O indicador corresponde ao percentual de domicílios que declararam possuir dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré‑datado e prestações de carro ou casa. Entre os endividados, 16,8 % se consideram muito endividados, queda de 0,5 ponto percentual em relação a setembro, quando o índice foi de 17,3 %. Esse é o menor percentual desde abril, quando foi registrado 16,4 %. O percentual de famílias que afirmam não ter esse tipo de débito manteve‑se estável em 18,1 % na comparação mensal.

O tempo médio de atraso nas dívidas também apresentou retração, passando de 65,3 dias em setembro para 65,1 dias em outubro. A CNC apontou que a diminuição ocorreu sobretudo no segmento com atrasos superiores a 90 dias, que representou 48,8 % do total de contas em atraso.

Em relação à carga das dívidas sobre a renda familiar, 19,3 % das famílias declararam que mais da metade dos seus rendimentos está vinculada a compromissos financeiros, redução de 0,1 ponto percentual em relação a setembro, quando o índice foi de 19,4 %.

A CNC projeta que, no próximo bimestre, haverá nova diminuição das contas em atraso, acompanhada de estabilização do endividamento, permitindo que as famílias equilibrem seus orçamentos.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de 96 FM. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.