Ex‑deputados federais Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem divulgaram, na quarta‑feira, 28, fotografias ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) nos Estados Unidos, logo após o desembarque do parlamentar em Miami acompanhado da esposa e das duas filhas. Ambos os ex‑parlamentares são foragidos da Justiça brasileira e mantêm mandados de prisão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Na publicação, Eduardo Bolsonaro descreveu o reencontro com o irmão como “um dos dias mais longos da sua vida” e escreveu que, “mesmo aqui de fora não desistiremos do Brasil”. Alexandre Ramagem, por sua vez, compartilhou uma imagem com Flávio e manifestou apoio à atuação do senador no exterior, afirmando que “Flávio saiu do Brasil, mas não deixou os brasileiros” e classificando a situação enfrentada pelo parlamentar como perseguição.
Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos três dias após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. A viagem ocorreu depois que o STF determinou a entrega dos passaportes ao senador e proibiu sua saída do país. A Polícia Federal havia solicitado medidas cautelares ao identificar risco de fuga, mas as restrições impostas não equivalem a uma ordem de prisão.
Já em território americano, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta anunciando a intenção de liderar a oposição brasileira a partir do exterior. No documento, o senador contestou o resultado eleitoral, embora não tenha apresentado provas de fraude. Em versões iniciais que circularam entre seus aliados, ele se autodenominou “verdadeiro presidente eleito do Brasil”; nas publicações subsequentes, a identificação foi alterada para “líder do Brasil”.
Eduardo Bolsonaro tem mandado de prisão expedido pelo STF em razão de condenação a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, por coação no curso do processo. O tribunal concluiu que ele articulou sanções contra autoridades brasileiras com o objetivo de interferir no julgamento de seu pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro. Após o esgotamento dos recursos, o ministro Alexandre de Moraes determinou, em outubro, o início do cumprimento da pena e a expedição do mandado de prisão.
Alexandre Ramagem também possui mandado de prisão, decorrente de condenação a 16 anos, um mês e 15 dias de reclusão por participação em trama golpista. O ex‑diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) deixou o Brasil e permanece nos Estados Unidos sem cumprir a pena imposta pelo Supremo.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
