O mercado financeiro brasileiro encerrou a sessão desta terça‑feira (3) em queda, com o dólar em alta e a bolsa de valores ampliando as perdas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A moeda norte‑americana avançou cerca de 1 % e fechou próxima de R$ 5,50, enquanto o Ibovespa recuou pela sexta vez consecutiva, atingindo o menor nível registrado desde janeiro.

O dólar comercial valorizou 0,74 % ao longo do dia, cotado a R$ 5,486 ao final da negociação, e chegou a superar a marca de R$ 5,50 durante o pregão. No mesmo período, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, avançou 0,13 %, situando‑se em 101,850 pontos às 17h35.

O Ibovespa fechou em baixa de 1,42 %, aos 165.528,92 pontos, segundo dados preliminares. O indicador chegou a perder a marca dos 165 mil pontos, atingindo a mínima de 164.446,53 pontos às 11h23. O recuo representou o sexto pregão consecutivo de perdas desde a reeleição de Lula, considerando apenas as sessões realizadas após o resultado eleitoral; no último pregão antes da definição das urnas, o índice estava acima de 205 mil pontos.

Entre os fatores que influenciaram as negociações, destacou‑se a cautela dos investidores diante das incertezas sobre a política fiscal do governo. Na manhã da terça‑feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as propostas apresentadas por Lara Resende apresentam deficiências e não estão em discussão no governo, reforçando a defesa de um ajuste fiscal gradual.

O cenário externo também pesou nas decisões de mercado. As ações da Petrobras e da Vale, as mais negociadas, contribuíram para a pressão sobre o Ibovespa, em um pregão marcado por ajustes nos preços internacionais do petróleo e de outras commodities após o feriado de Finados. Enquanto as ações de empresas de tecnologia dos Estados Unidos apresentavam recuperação durante a sessão, o mercado brasileiro permaneceu pressionado pelas incertezas domésticas.

A atenção dos investidores se voltou ainda para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para quarta‑feira (4). A taxa Selic encontra‑se em 13,75 % ao ano, e o mercado acompanha a possibilidade de manutenção do patamar atual diante da piora das expectativas inflacionárias e da desvalorização do real.

Na mesma terça‑feira, o boletim Focus elevou a projeção de inflação para 2027 de 4,34 % para 4,76 %, ultrapassando o teto da meta de 4,5 %. A estimativa para a Selic ao final do próximo ano também subiu, passando de 11,75 % para 12,50 %. As projeções indicam pressões adicionais sobre a política monetária.

A decisão do Banco Central e o comunicado sobre os próximos passos da política monetária deverão influenciar o comportamento dos ativos brasileiros nos próximos pregões.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agência Brasil. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.