A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), entrou na lista de nomes cogitados para ocupar um ministério da área social no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A possibilidade surge em meio ao reconhecimento público que o presidente tem feito à trajetória da dirigente potiguar, destacando sua “resiliência diante dos ataques machistas” que enfrentou ao longo do mandato. A indicação também seria alinhada à pressão interna no Palácio do Planalto para manter um contingente expressivo de mulheres no alto escalão da equipe ministerial.

Fátima Bezerra, que recentemente garantiu a eleição de seu sucessor no Executivo estadual, tem sido mencionada em conversas entre aliados de Lula. Segundo informações divulgadas pela coluna Painel da Folha de São Paulo, a governadora teria ganhado destaque nos bastidores do Planalto, onde seu nome circula para comandar um dos ministérios responsáveis pelas políticas sociais do país.

Nos Estados Unidos, a terça‑feira, 3 de novembro, ocorre a eleição de meio de mandato, conhecida como “midterms”. Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado estão em disputa. O pleito acontece em um cenário de desgaste para a Casa Branca, marcado por insatisfação popular com o custo de vida, desaceleração econômica, tarifas comerciais e os impactos geopolíticos do conflito com o Irã. Atualmente, os republicanos mantêm maiorias estreitas em ambas as casas, o que alimenta a expectativa do Partido Democrata de retomar o controle do Legislativo. Embora o nome do ex‑presidente Donald Trump não conste nas cédulas, o resultado das eleições deverá influenciar a governabilidade até janeiro de 2029, podendo gerar paralisações legislativas e maior fiscalização sobre o Executivo caso a oposição conquiste a maioria em uma das casas.

Em paralelo, o programa “Fantástico”, da TV Globo, divulgou neste domingo, 1º de novembro, detalhes da fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) para os Estados Unidos. A reportagem reconstruiu o trajeto percorrido pelo parlamentar até Puerto Iguazú, na Argentina, ponto de partida de um voo privado que o levou a Miami acompanhado da família. A saída ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro. Dados de controle de fronteira mostraram que duas vans cruzaram a ponte que liga Foz do Iguaçu ao lado argentino na noite da travessia. No segundo veículo estavam o motorista, o advogado Roberto Jorge Alexandre – que atuou na defesa do ex‑presidente Jair Bolsonaro – e um cidadão israelense descrito como ex‑oficial do serviço de inteligência de Israel, identificado em registros fotográficos ao lado de autoridades como o primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu.

Na mesma data, Flávio Bolsonaro utilizou as redes sociais para contestar a cobertura do “Fantástico”. Em mensagem publicada, o senador afirmou ter recusado conceder entrevista ao programa porque exigia que a conversa fosse exibida na íntegra, sem cortes ou restrições editoriais. Segundo ele, a emissora optou por não prosseguir com a entrevista. Flávio Bolsonaro acusou o grupo de comunicação de “medo” e de não possuir condição moral para julgá‑lo, alegando que, poucos minutos após a divulgação dos resultados das eleições presidenciais, foi emitida uma decisão judicial com medidas cautelares contra ele, “com base em mentiras”. O senador também denunciou perseguição, referindo‑se à situação de seu pai, que cumpre pena de 27 anos de prisão, e afirmou que o processo não corresponde a um julgamento justo e imparcial.

Os fatos apresentados revelam, simultaneamente, movimentações políticas internas ao governo federal, um importante pleito eleitoral nos Estados Unidos e uma investigação jornalística que trouxe à tona detalhes da saída do senador Flávio Bolsonaro do país, bem como a reação do próprio parlamentar às revelações.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.