O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou, após a vitória no segundo turno, a formação da equipe ministerial para o quarto mandato, com a perspectiva de integrar ao governo aliados que foram derrotados nas eleições de 2026 e dirigentes que tiveram destaque na campanha presidencial.
Entre os nomes apontados, destaca‑se João Campos (PSB‑PE), ex‑prefeito de Recife que perdeu a disputa estadual para a governadora Raquel Lyra (PSD‑PE). O político de 32 anos, presidente nacional do PSB e referência nas redes sociais com mais de três milhões de seguidores no Instagram, teria sido convidado pelo Palácio do Planalto em janeiro de 2025 para discutir estratégias digitais durante a crise de comunicação do governo federal. A expectativa é que assuma a chefia do Ministério da Ciência e Tecnologia, pasta ocupada anteriormente por seu pai, Eduardo Campos, que a dirigiu no primeiro mandato de Lula.
A composição do novo gabinete também deve contemplar candidatos que não obtiveram sucesso nas urnas de São Paulo. Fernando Haddad (PT‑SP), que concorreu ao governo do estado ao lado do vice‑presidente Márcio França (PSB‑SP), e as candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB‑SP) e Marina Silva (Rede‑SP) são cotados para ocupar cargos de relevância no executivo federal. Tebet, ex‑senadora e jurista, aparece como uma das possíveis indicações de Lula para a Suprema Corte. Haddad, ex‑ministro da Fazenda, tem sido mencionado para a Casa Civil, embora Camilo Santana (PT‑CE), coordenador da campanha de Lula no segundo turno, seja apontado como favorito para o mesmo posto.
A ex‑ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT‑PR), que concorreu ao Senado no Paraná e foi derrotada por Filipe Barros (PL‑PR) e Deltan Dallagnol (Novo‑PR), também está entre os nomes considerados para o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. O secretário‑geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL‑SP), ex‑candidato à prefeitura de São Paulo, foi mencionado como outra possibilidade para o mesmo ministério, indicando a intenção de acomodar ambos no alto escalão do novo governo.
Outros aliados de partidos de base governista podem retornar a pastas que já ocuparam. Renan Filho (MDB‑AL), senador desde 2022 e membro da família Calheiros, é cotado para reassumir a pasta dos Transportes. Carlos Fávaro (PSD‑MT) também deve retomar a chefia da Agricultura, cargo que já exerceu antes da derrota nas urnas.
No âmbito econômico, a saída do ministro da Fazenda Dario Durigan parece iminente, em meio à queda da Bolsa de Valores e à alta do dólar provocadas pela reeleição de Lula e pelas expectativas de aumento dos gastos públicos. O sucessor do ministro pode ser indicado para a presidência do Banco do Brasil. Entre os nomes avaliados para a pasta da Fazenda, figuram o vice‑presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB‑SP), e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT‑PI). Alckmin mantém estreita relação com o empresariado e é bem visto nos círculos da Faria Lima. Fonteles, economista de formação, foi secretário da Fazenda do Piauí antes de assumir o governo estadual em 2022 e coordenou a comunicação da campanha de Lula no segundo turno; o mercado financeiro o compara ao ex‑ministro Antônio Palocci, que manteve a política econômica do governo FHC durante o primeiro mandato de Lula.
Com a definição dos cargos ainda em andamento, as indicações apontam para a manutenção de uma base de apoio que inclui figuras que perderam mandatos eleitorais, mas que permanecem influentes dentro da estrutura partidária e da estratégia de governo. O próximo passo será a oficialização das nomeações, que deverá ocorrer nas próximas semanas, antes da posse do novo mandato em janeiro de 2027.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
