O senador eleito Guilherme Derrite (PP‑SP) declarou que não votará na reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP) à presidência do Senado, posição que diverge da decisão da Federação União‑Progressista, formada pelo PP e pelo União Brasil, que oficializou apoio ao atual presidente da Casa. A manifestação foi feita nas redes sociais na quarta‑feira (28) e dirigida aos mais de 13 milhões de eleitores de São Paulo que o elegeram.
Derrite reiterou que, durante a campanha, já havia manifestado a intenção de não apoiar Alcolumbre e reforçou o pedido para que os senadores de oposição se unam em torno de um único candidato nas eleições internas previstas para fevereiro de 2027. Entre os nomes que considera viáveis, citou os senadores Rogério Marinho (PL‑RN) e Tereza Cristina (PP‑MS), ressaltando a preferência por um representante do campo conservador.
O parlamentar também criticou a atuação de Alcolumbre diante dos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que o Senado deve exercer suas prerrogativas constitucionais e escolher um presidente comprometido com as pautas defendidas pela oposição. Na próxima legislatura, a federação entre PP e União Brasil contará com 12 senadores.
A senadora Damares Alves (Republicanos‑DF) também descartou qualquer apoio à reeleição de Alcolumbre em troca de uma eventual anistia ao ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) ou aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Em entrevista à Folha de S.Paulo, a parlamentar classificou a ideia de “trocar vidas por poder” como “asquerosa” e afirmou que não há acordo para negociar a situação dos condenados em troca de apoio político ao presidente do Senado.
Damares reiterou seu compromisso com a defesa da anistia a todos os presos políticos, bem como com a abertura de processos de impeachment contra alguns ministros da Suprema Corte e a instauração de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) e comissões parlamentares de investigação (CPMIs) sobre temas como Banco Master, a operação “Roberta Luchsinger” e a empresa Correios. Em outra declaração, enfatizou que a oposição não pretende negociar a situação de Bolsonaro em troca de espaço político, afirmando que “não, ninguém vai negociar a vida do presidente da República por poder”.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
