O deputado republicano Carlos Giménez foi reeleito nesta terça‑feira (3) para a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, conquistando 52,9 % dos votos no 28º distrito da Flórida, que inclui parte do condado de Miami‑Dade e a região de Florida Keys. O concorrente democrata Phil Ehr obteve 45,6 % dos votos, enquanto o independente Eddy Rojas ficou em terceiro lugar, com 1,5 % dos sufrágios, segundo projeções da imprensa americana.

Giménez, que assumirá seu quarto mandato consecutivo, nasceu em Havana, Cuba, e deixou a ilha com a família após a ascensão de Fidel Castro ao poder. Antes de ingressar na política, trabalhou como bombeiro, chegou a chefiar o Corpo de Bombeiros de Miami e foi prefeito do condado de Miami‑Dade de 2011 a 2020. No ano de 2020, foi eleito pela primeira vez ao Congresso dos Estados Unidos.

O parlamentar ganhou destaque no Brasil em agosto deste ano ao publicar nas redes sociais uma série de mensagens contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma delas, escreveu: “No Congresso dos EUA, denunciamos o corrupto e criminoso Lula da Silva, que destruiu o Brasil e prejudicou a forte aliança entre nossas duas nações”. Também divulgou uma montagem feita com inteligência artificial que mostrava Lula vestido como Nicolás Maduro, acompanhada da legenda “O que o espera…”, sugerindo que o presidente brasileiro poderia enfrentar situação semelhante à captura do então ditador venezuelano por forças americanas em janeiro. A publicação foi compartilhada pelo presidente argentino Javier Milei.

Além das críticas a Lula, Giménez tem se posicionado como um dos parlamentares cubano‑americanos que defendem o endurecimento das sanções dos Estados Unidos contra o regime comunista de Miguel Díaz‑Canel. Em fevereiro, solicitou o bloqueio de fontes de financiamento cubanas e defendeu medidas mais rigorosas contra autoridades da ilha. Também pressionou companhias aéreas americanas a suspender voos comerciais para Cuba, argumentando que tais operações beneficiam financeiramente o regime.

Na véspera das eleições, afirmou ao portal Cubanet que os Estados Unidos estavam “mais perto do que nunca do fim do regime cubano” e manifestou confiança na atuação do ex‑presidente Donald Trump e do secretário de Estado Marco Rubio na política de pressão contra Havana. Em entrevista à Telemundo 51, reiterou a posição: “Somos completamente contra esse regime. Estamos buscando a liberdade e a democracia para Cuba”.

Após a confirmação da vitória, Giménez agradeceu aos eleitores do sul da Flórida nas redes sociais, declarando: “Esta vitória pertence a cada um de vocês. É uma verdadeira honra continuar representando vocês e lutando por nossa gente”.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.