Denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho chegaram a 3.396 até as 10h desta quinta‑feira (29), número que supera o total registrado nas eleições de 2022, quando o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 3.373 relatos. O volume registrado em outubro ultrapassou 2,6 mil, representando um aumento de cerca de 371 % em relação a setembro, quando foram contabilizados 552 casos, e a média diária no mês chegou a 90 denúncias.
O estado de São Paulo concentra a maior parte dos registros, com 620 ocorrências, seguido por Minas Gerais (351) e Rio de Janeiro (252). O MPT informou que 991 denúncias foram apresentadas antes do primeiro turno, 946 entre os dois turnos e 1.459 após a votação de 25 de outubro.
A prática de assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou gestores tentam influenciar a escolha política dos trabalhadores por meio de ameaças, constrangimentos ou oferecimento de vantagens. Entre os exemplos citados estão ameaças de demissão, redução salarial, rebaixamento de cargo, exigência de participação em campanhas e pressão para votar em determinado candidato.
A pesquisa da Justiça do Trabalho identificou que 37 % dos processos analisados continham mensagens enviadas por WhatsApp, enquanto outras redes sociais apareceram em 14,5 % dos casos, indicando que a comunicação digital também tem sido utilizada para a prática.
Os trabalhadores podem registrar as denúncias no portal assedioeleitoral.trabalho.gov.br, apresentando mensagens, e‑mails, áudios, vídeos, fotografias ou testemunhos que ajudem a comprovar a situação. O simples registro não implica que a prática tenha sido confirmada; os casos são avaliados pelas autoridades, que podem aplicar indenizações, termos de ajustamento de conduta ou ações judiciais, conforme a gravidade e as circunstâncias.
O Ministério do Trabalho e Emprego passou a enviar alertas por meio da Carteira de Trabalho Digital, orientando os trabalhadores sobre seus direitos e estimulando a formalização de denúncias.
Em paralelo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou a possibilidade de nomear uma mulher para comandar o Ministério da Defesa, o que seria inéditivo desde a criação da pasta, em 1999. Segundo a CNN Brasil, três nomes são cogitados: Cinara Wagner Fredo, atual secretária‑geral do Ministério da Defesa e favorita do ministro em exercício José Múcio Monteiro; Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar; e Simone Tebet, ex‑ministra do Planejamento. Lula pretende evitar uma indicação que enfrente forte resistência nas Forças Armadas e deve conversar com os comandantes militares antes de decidir. A primeira‑dama, Rosângela Lula da Silva (Janja), tem sido apontada como uma das principais defensoras da escolha de uma mulher para o cargo. A iniciativa se insere na estratégia do governo de ampliar a presença feminina nas instituições militares, ao mesmo tempo em que o presidente sancionou lei que autoriza exceção de R$ 30 bilhões para a compra de equipamentos militares até 2031.
Na mesma data, a Câmara Municipal de Natal instalou a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Caern para apurar a qualidade dos serviços prestados pela companhia de energia e a responsabilidade dos órgãos municipais na fiscalização de obras nas vias públicas. O vereador Matheus Faustino (União Brasil), autor da proposta e relator da comissão, acusou a empresa de descaso e afirmou que a Caern “nunca deu satisfação a nada aqui no município”, acrescentando que representantes da companhia poderão ser convocados coercitivamente, se necessário. A vereadora Anne Lagartixa (PL), presidente da CEI, destacou a falta de recuperação das vias após intervenções da Caern como motivação para a investigação, dizendo que a prefeitura recapeia as ruas, mas a empresa “quebra tudo, deixa tudo do jeito que ficou e não conserta”.
A comissão, composta ainda pelos vereadores Subtenente Eliabe (PL), Daniell Rendall (Republicanos) e Cláudio Custódio (PP), tem prazo inicial de 120 dias para concluir os trabalhos, prorrogável por mais 120 dias. Entre os investigados estão representantes da Caern, bem como as secretarias municipais de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e de Infraestrutura (Seinfra), além da Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Município (Arsban). Um morador de Candelária relatou que a empresa chegou a danificar avenidas recém asfaltadas, sugerindo um padrão de atuação que será analisado pela comissão.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
