Os primeiros resultados projetados pela imprensa das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, realizadas nesta terça‑feira (3), indicam que os democratas lideram tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado. A apuração começou logo após o fechamento das urnas em parte do país e tem como objetivo definir qual legenda controlará o Congresso pelos próximos dois anos, além de escolher governadores em diversos estados.

Na Câmara dos Representantes, a Associated Press (AP) contabiliza até o momento 50 vitórias projetadas para os democratas e 24 para os republicanos. Das 435 cadeiras em disputa, 74 já têm vencedores projetados, enquanto as demais 361 ainda aguardam definição.

No Senado, os democratas somam nove vitórias projetadas, contra duas dos republicanos, entre as 35 cadeiras que estavam em jogo. Quando somados aos mandatos que não foram renovados nesta eleição, os democratas, juntamente com dois independentes que se alinham ao partido, chegam a 43 cadeiras asseguradas, enquanto os republicanos mantêm 33. Restam ainda 24 disputas sem projeção de resultado.

Entre os triunfos democratas no Senado, destaca‑se a vitória do ex‑governador Roy Cooper, que conquistou a cadeira da Carolina do Norte ao derrotar Michael Whatley, candidato apoiado pelo presidente Donald Trump. O assento, anteriormente ocupado pelo republicano Thom Tillis, foi aberto quando este decidiu não concorrer à reeleição, representando a primeira conquista democrata de uma vaga republicana no Senado nesta eleição. Na Geórgia, o senador Jon Ossoff foi reeleito ao vencer o republicano Mike Collins, também apoiado por Trump, mantendo a posição que os republicanos consideravam uma oportunidade de ampliar sua maioria. Em New Hampshire, o democrata Chris Pappas derrotou o republicano John Sununu e assumirá a vaga deixada pela senadora Jeanne Shaheen, que se aposentou, impedindo a troca da bancada para os republicanos. O senador Mark Warner, da Virgínia, também foi reeleito, vencendo o general da reserva do Exército Bert Mizusawa. Outros democratas que mantiveram seus mandatos no Senado foram Ed Markey (Massachusetts), Cory Booker (Nova Jersey), Jack Reed (Rhode Island) e Chris Coons (Delaware). Em Illinois, Juliana Stratton foi eleita para ocupar a cadeira deixada pelo senador democrata Dick Durbin, que se aposentou.

Do lado republicano, a AP projetou a vitória de Ashley Moody, na Flórida, que derrotou a democrata Angie Nixon. Moody havia assumido a cadeira em 2025, após ser indicada pelo governador Ron DeSantis para substituir Marco Rubio, que deixou o Senado para assumir o Departamento de Estado no governo Trump.

Na Câmara, a primeira vitória democrata confirmada foi a da deputada Debbie Wasserman Schultz, reeleita pelo 20.º distrito da Flórida ao derrotar o republicano Brent Andersen, garantindo seu 12.º mandato. Também foram confirmadas as reeleições de Jared Moskowitz, no 25.º distrito da Flórida, e de Kathy Castor, no 14.º distrito, ambas vencendo candidatos republicanos.

Nas disputas pelos governos estaduais, os democratas aparecem à frente no número total de mandatos conquistados, com 11 estados contra oito dos republicanos, considerando também os governos que não estavam em disputa. Nesta terça‑feira, a AP projetou cinco vitórias democratas: o governador Josh Shapiro, reeleito na Pensilvânia ao derrotar a republicana Stacy Garrity, apoiada por Trump; JB Pritzker, que obteve um terceiro mandato em Illinois ao vencer Darren Bailey; Maura Healey, reeleita em Massachusetts; Wes Moore, que garantiu mais quatro anos no governo de Maryland; e Helena Foulkes, que manteve o governo de Rhode Island ao derrotar Aaron Guckian.

Ainda há dezenas de cadeiras na Câmara e no Senado que aguardam definição, bem como outras disputas governamentais, cujo desfecho será divulgado à medida que a apuração avançar.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.