A equipe econômica do governo federal está delineando um ajuste fiscal rigoroso para 2027, com foco principal na contenção de supersalários e gratificações que permitem a servidores ultrapassar o teto constitucional de R$ 46.366,19. A medida tem como objetivo recuperar cerca de R$ 20 bilhões anuais, valor estimado como gasto excessivo nos cofres públicos.
A iniciativa surge em meio a pressão do mercado financeiro e de investidores, que têm exigido cortes reais de despesas em vez de apenas aumento da arrecadação. O Ministério da Fazenda busca frear a trajetória ascendente da dívida pública e restaurar a credibilidade das contas nacionais, em um cenário de alta taxa de juros no país.
Além da contenção de supersalários, o governo precisa encontrar espaço fiscal para financiar promessas de campanha que somam mais de R$ 22 bilhões, entre eles o reajuste do Bolsa Família e a ampliação do programa Pê-de-Meia. A proibição das casas de apostas online também deve gerar uma perda estimada em R$ 6 bilhões de arrecadação.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou o envio de um projeto de lei que firmará o compromisso de atingir a meta fiscal central para 2027, estabelecendo um superávit de 0,5 % do PIB. A proposta abandona a prática adotada nos anos anteriores, que visava apenas o limite inferior da banda de tolerância.
A Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado Federal, alertou para o risco de um déficit equivalente a 1 % do PIB no próximo ano. O órgão destacou que as novas despesas e a perda de arrecadação já representam um déficit não orçado de R$ 40 bilhões, exigindo do governo um choque de eficiência e um ajuste profundo para evitar o descontrole da dívida pública.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de 96 FM. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.