Na terça‑feira, 3 de outubro, os Estados Unidos realizam as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms de 2026, com o presidente Donald Trump buscando manter a maioria do Partido Republicano nas duas casas do Congresso.

Antes da votação, os republicanos ocupam 219 cadeiras na Câmara dos Representantes, enquanto os democratas detêm 214 assentos, restando duas vagas ainda não preenchidas. No Senado, a bancada republicana soma 53 cadeiras e a oposição, 47.

Nas urnas estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado. Os deputados federais têm mandato de dois anos; os senadores, de seis anos. Cada estado elege dois senadores, enquanto o número de representantes na Câmara varia conforme a população, como demonstra o caso da Califórnia, que possui 52 assentos, e dos estados menos populosos – Alasca, Delaware, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Vermont e Wyoming – que têm apenas um.

Do total de vagas no Senado, 33 serão renovadas integralmente. Duas eleições especiais decidirão quem completará os mandatos de Marco Rubio, da Flórida, e do vice‑presidente J.D. Vance, de Ohio, que deixaram seus cargos para assumir funções na administração Trump. Os vencedores dessas disputas permanecerão no Senado até janeiro de 2029.

Além do Legislativo federal, a disputa inclui as eleições para os governos de 36 estados, entre eles os quatro mais populosos – Califórnia, Texas, Flórida e Nova‑York – e para três territórios americanos: Guam, Ilhas Virgens Americanas e Ilhas Marianas do Norte. Em nível estadual e municipal, também serão eleitos prefeitos, como o da capital federal, Washington, e de Los Ángeles, a segunda maior cidade do país, bem como procuradores‑gerais.

A votação ocorre presencialmente no dia da eleição, mas a prática de votação antecipada está presente em 47 estados, no Distrito de Columbia e em alguns territórios, que oferecem algum tipo de votação presencial antes do dia oficial. Os primeiros estados a abrir a votação antecipada foram Minnesota, Dakota do Sul e Virgínia, a partir de 18 de setembro. O voto por correio também está disponível, conforme a legislação de cada jurisdição.

Nos últimos meses, a administração Trump adotou medidas que geraram controvérsia no processo eleitoral. Entre elas, a tentativa de impor restrições ao voto por correio e a criação de um banco de dados federal para verificar a cidadania dos eleitores. A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou a restrição ao voto por correio, mas manteve a validade do banco de dados de cidadania.

Paralelamente, republicanos e democratas têm disputado a redefinição dos distritos eleitorais nos legislativos estaduais desde o ano passado. Novos planos de redistritamento já estão em vigor nos estados de Alabama, Califórnia, Flórida, Louisiana, Carolina do Norte, Ohio, Tennessee, Texas e Utah para as eleições de 2026.

Em outubro, a gestão Trump entrou com ação judicial para suspender a certificação do resultado da eleição para o Senado do Alasca caso a candidata democrata Mary Peltola vença. O argumento apresentado é que eleitores poderiam ficar confusos, pois o republicano Dan Sullivan, que concorre à reeleição, tem o mesmo nome de um candidato independente na mesma disputa. Na quinta‑feira, 29, o governador republicano do Alasca, Mike Dunleavy, anunciou a abertura de investigação sobre a campanha de Peltola após o jornal The New York Times publicar supostas mensagens de texto entre assessores da candidata, nas quais se discute a possibilidade de recrutar outras pessoas com o mesmo nome de Sullivan para concorrer. A equipe de Peltola negou qualquer irregularidade, e o Departamento de Justiça (DOJ) da administração Trump também está investigando o caso.

O DOJ, por sua vez, ajuizou processo contra a Califórnia exigindo a separação de até 20 mil cédulas para verificação da cidadania dos eleitores, emitindo intimações a autoridades eleitorais do estado.

Além das ações judiciais, o presidente Trump anunciou recompensa de US $ 1 milhão para quem apresentar provas de fraudes eleitorais nas atuais midterms e em eleições anteriores. O Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) intensificou operações para prender estrangeiros que supostamente tenham se registrado ilegalmente para votar.

Com os diferentes fusos horários do país, o fechamento das urnas ocorre em horários variados. Nos estados mais a leste, cujos horários coincidem mais proximamente com o horário de Brasília, os resultados de alguns cargos já podem ser conhecidos na noite de terça‑feira. Contudo, a definição de qual partido controlará a Câmara ou o Senado pode levar mais tempo, sobretudo em disputas apertadas. Em 2024, por exemplo, o controle do Senado foi confirmado no dia seguinte à eleição, enquanto a confirmação do controle da Câmara só ocorreu oito dias depois.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.