O Centrão está recalculando sua relação com o Partido Liberal (PL) para a próxima legislatura e se aproximando do governo Lula nas articulações pela reeleição dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP). O movimento visa preservar espaços de poder e conter a expansão de representantes bolsonaristas no Congresso Nacional.
Embora União Brasil, PP e Republicanos tenham apoiado Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, dirigentes dessas legendas afirmam que a aliança eleitoral não implica apoio automático ao partido no Legislativo.
Na Câmara, a federação formada por PT, PCdoB e PV declarou apoio à reeleição de Hugo Motta, elevando para 361 o número de deputados eleitos por partidos favoráveis à sua permanência no cargo. O apoio petista tem condição: a federação ameaça deixar o bloco caso PL e Novo sejam incluídos na articulação. O PL, que elegeu 121 deputados federais, terá a maior bancada da Câmara a partir de fevereiro de 2027 e pretende usar esse tamanho para reivindicar o comando de comissões estratégicas, como Constituição e Justiça (CCJ), Relações Exteriores e Segurança Pública.
No Senado, União Brasil e PP anunciaram apoio à reeleição de Davi Alcolumbre, enfraquecendo a possível candidatura de Tereza Cristina (PP‑MS). O PL marcou reunião para 4 de novembro, quando decidirá se lança o senador Rogério Marinho (PL‑RN) à presidência da Casa, eleição prevista para 1º de fevereiro de 2027. Parte da oposição defende um acordo entre Marinho e Tereza Cristina para evitar a divisão de votos. Alcolumbre, por sua vez, reúne sinalizações de apoio de MDB, PSD, PT, União Brasil e PP, partidos que somam 33 senadores, oito a menos que os 41 votos necessários para eleger o presidente. A disputa no Senado também envolve a decisão sobre pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, pauta defendida pela oposição bolsonarista.
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Em paralelo, o Brasil ocupa a primeira posição no ranking mundial de juros reais, com taxa de 8,45 % ao ano, segundo levantamento da fintech MoneYou, que analisou 40 países. A dívida pública chegou a cerca de R$ 11 trilhões, enquanto a taxa básica de juros, a Selic, está em 13,75 % ao ano, encarecendo empréstimos, dificultando investimentos e elevando os custos de financiamento para consumidores, empresas e governo. Nos 12 meses encerrados em agosto, o governo acumulou R$ 1,18 trilhão em despesas com juros da dívida, equivalentes a 8,9 % do Produto Interno Bruto. O endividamento público representa aproximadamente 82 % do PIB, acima dos 71 % registrados no início do terceiro mandato de Lula. Economistas apontam que a combinação de juros elevados, crescimento das despesas e necessidade de equilíbrio fiscal constitui um dos principais desafios para a próxima gestão, com o envelhecimento da população e o aumento das despesas previdenciárias como fatores de pressão adicional sobre as contas públicas.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
