A pesquisa da consultoria Bright Consulting apontou que, em outubro, a diferença média entre o preço de tabela dos veículos zero‑quilômetro e o valor efetivamente negociado nas concessionárias chegou a R$ 15.520. O preço anunciado pelas montadoras ficou, em média, em R$ 166.142, enquanto o valor pago pelos consumidores foi de R$ 150.622, representando um afastamento de aproximadamente 9,3 % entre os dois indicadores.
No âmbito nacional, o preço médio de tabela dos automóveis novos subiu 1 % em 2026, passando de R$ 164.569 para R$ 166.142. Considerando a inflação de 3,88 % registrada no mesmo período, o reajuste ficou abaixo da variação geral dos preços, resultando em uma queda real de 2,8 %. Essa redução real não indica necessariamente que o consumidor encontrou valores menores nas tabelas, mas que os preços dos veículos aumentaram menos que a inflação. Já o valor médio efetivamente negociado sofreu queda de 5,1 %, reflexo de descontos, bônus, entrega de veículos usados, condições especiais de financiamento e negociações diretas nas concessionárias.
O movimento de desaceleração contrasta com os reajustes observados no início da década, quando os preços subiram 26,3 % em 2021 e 17,2 % em 2022. As altas foram reduzidas para 7,6 % em 2023, 6 % em 2024, 5,5 % em 2025 e 1 % em 2026. Quando corrigidos pela inflação, o preço médio passou de R$ 173.708 em 2025 para R$ 168.789 em 2026, marcando a primeira redução real da série iniciada em 2020.
No Rio Grande do Norte, o mercado de veículos novos apresentou crescimento significativo. Os emplacamentos de automóveis subiram 32,3 % no período de janeiro a setembro de 2026, totalizando 16.998 unidades, frente a 12.840 no mesmo intervalo de 2025, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Quando considerados automóveis, motocicletas, comerciais leves, caminhões e ônibus, o Estado registrou 56.775 veículos novos emplacados entre janeiro e setembro, aumento de 16,8 % em relação às 48.608 unidades do ano anterior, sendo a segunda maior alta percentual da região Nordeste, atrás apenas do Ceará.
Em setembro, o mercado potiguar contabilizou 7.526 emplacamentos de todas as categorias, alta de 10,4 % em relação a agosto. No recorte de automóveis e comerciais leves, foram 2.737 unidades, representando crescimento de 28 % frente ao mesmo mês de 2025, de acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Entre os modelos mais vendidos nesse segmento, a Fiat Strada liderou com 189 unidades, seguida pelos elétricos Geely EX2 (185 unidades) e BYD Dolphin Mini (170 unidades), conforme dados da Fenabrave.
Os veículos eletrificados — elétricos, híbridos convencionais, híbridos plug‑in e híbridos leves — responderam por 38,4 % dos automóveis e comerciais leves registrados no Estado em setembro, segundo a Senatran. Essa participação indica que parte dos consumidores tem considerado, além do preço de compra, fatores como gasto com combustível, tecnologia, autonomia, custo de manutenção e valor de revenda.
No mercado de consórcios em Natal, a demanda também se diversificou, passando a incluir valores de crédito superiores a R$ 100 mil, em busca de modelos elétricos e híbridos, conforme levantamento recente. As promoções das montadoras contribuem para a diferença entre o preço de tabela e o valor efetivamente pago. Em consulta realizada neste domingo, modelos de entrada apresentavam descontos superiores a R$ 10 mil, geralmente condicionados ao prazo da campanha, à disponibilidade em estoque e à forma de pagamento. Os valores podem variar conforme a região e as condições de cada concessionária, sendo recomendável ao consumidor analisar o custo total da operação, incluindo juros, tarifas e eventuais exigências para acesso ao desconto.
Apesar da expansão dos emplacamentos de veículos novos, o segmento de usados continua predominante no Rio Grande do Norte. Em janeiro, foram negociados 19.241 veículos usados e seminovos, contra 5.095 unidades novas, o que equivale a quase quatro usados vendidos para cada novo. Entre os automóveis usados mais negociados naquele mês estavam Volkswagen Gol, Chevrolet Onix, Hyundai HB20, Fiat Palio e Chevrolet Celta, segundo levantamento publicado em fevereiro. A redução real dos preços dos veículos novos pode influenciar o mercado de seminovos, pois promoções que diminuem a diferença entre zero‑quilômetro e usado podem levar proprietários ou lojas a rever os valores praticados, embora o efeito varie conforme modelo, quilometragem, conservação, demanda, disponibilidade de peças, custo de manutenção e facilidade de revenda.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
