A ex‑deputada federal Carla Zambelli anunciou nesta terça‑feira a criação de uma comunidade paga, com mensalidade de R$ 50, e solicitou apoio financeiro a seus seguidores. Em vídeo publicado no Instagram, a parlamentar afirmou que decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes impedem a abertura de conta bancária e o recebimento de pagamentos por trabalho na Itália.

“Vim trazer essa situação pra vocês porque realmente já não tenho mais como resolver. Moraes destruiu a minha vida”, declarou Zambelli, acrescentando que o bloqueio de recursos e a inclusão de seu nome em registros da Interpol fazem com que instituições financeiras se recusem a abrir conta em solo europeu.

Para contornar a restrição, a ex‑deputada lançou a comunidade paga, prometendo aos assinantes conteúdos exclusivos sobre diferentes áreas de conhecimento e relatos de sua experiência na prisão. “Se um dia você me admirou, eu peço a sua ajuda”, concluiu.

Zambelli acumula duas condenações criminais no Brasil. No primeiro processo, relativo à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à inserção de documentos falsos, foi sentenciada pelo STF a dez anos de prisão em regime inicial fechado; a condenação tornou‑se definitiva após a análise dos recursos.

Em razão dessa decisão, o governo brasileiro requereu sua extradição à Itália, mas a justiça italiana rejeitou o pedido. A rejeição não encerrou a análise de outro pedido de extradição ligado à segunda condenação da parlamentar.

A segunda condenação decorre de um caso de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, que resultou em pena de cinco anos e três meses de prisão. O episódio ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu um homem armado em São Paulo.

A justiça italiana adiou o julgamento do pedido de extradição referente a esse caso para o dia 24 de novembro.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.