As despesas registradas nas campanhas eleitorais de 2026 já somam R$ 11,03 bilhões, de acordo com levantamento que utilizou dados do Tribunal Superior Eleitoral. O montante é R$ 2,36 bilhões inferior ao gasto nas eleições gerais de 2022, mas pode ser acrescido, já que os candidatos têm até 3 de novembro para declarar as despesas do primeiro turno e até 14 de novembro para informar os custos do segundo turno.

Os repasses financeiros entre candidatos e partidos concentram a maior parte dos recursos, totalizando R$ 5,72 bilhões, o que corresponde a cerca de 52 % do gasto total. Em seguida, a publicidade em materiais impressos representa R$ 976 milhões; serviços de terceiros, R$ 795 milhões; mobilização de rua, R$ 662 milhões; e despesas com pessoal, R$ 538 milhões.

No âmbito digital, a plataforma Facebook, da Meta, recebeu R$ 352 milhões em 28,6 mil contratos de impulsionamento de campanhas, aumento de 272 % em relação a 2022, quando o valor foi de R$ 129 milhões. Outros gastos digitais incluem R$ 488 milhões em impulsionamento de conteúdo, R$ 302 milhões em serviços advocatícios e R$ 282 milhões na produção de programas de rádio, televisão e vídeos. Especialistas consultados apontam que o crescimento das plataformas digitais reflete a mudança na forma de comunicação das campanhas com o eleitorado.

A redução do gasto total em comparação com 2022 pode estar relacionada ao fato de que 21 estados definiram a eleição para governador já no primeiro turno, evitando despesas com uma segunda etapa, segundo a advogada eleitoral Mariana Steinmetz.

Os recursos das campanhas provêm de diferentes fontes. O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundão eleitoral, destinou R$ 4,91 bilhões aos partidos. Foram registrados ainda R$ 5,66 bilhões em repasses de partidos e candidatos, R$ 883 milhões em doações de pessoas físicas e R$ 175 milhões em recursos próprios dos candidatos.

Em 31 de outubro, o deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pela mobilização do canal “Exército do Lula”, utilizou a rede social X para criticar os debates internos do campo progressista sobre a autoria e a relevância das contribuições para o resultado da eleição presidencial. Em sua publicação, escreveu: “A extrema direita viva, com uma maioria esmagadora no Congresso, e nosso campo tá aqui discutindo quem foi mais importante pra vitória do Lula, quem foi mais decisivo! A vaidade é uma merda mesmo! Tem gente que parece não ter a MÍNIMA noção do que tá em jogo no país! Não à toa a gente viu o maior líder da história desse país ter que contar votos pra ganhar”. Janones ressaltou que a prioridade deveria ser a articulação política contra a forte presença da oposição no Legislativo, e não a atribuição de créditos pelo resultado das urnas.

No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no dia 1º de novembro, durante entrevista no clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, que não tem planos de se encontrar com o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) em solo norte‑americano. Trump, porém, manifestou apoio ao parlamentar e contestou o resultado das urnas no Brasil, dizendo: “Sem planos de encontrá‑lo. Mas acho que ele foi tratado muito mal, muito injustamente. Ele pode ficar aqui o tempo que quiser. A eleição foi uma desgraça”. Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos na quarta‑feira, 28 de outubro, após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que a administração americana tenha articulado ou facilitado a saída do senador do território brasileiro, embora tenha confirmado que Bolsonaro já possuía visto garantido e que o ingresso no país foi permitido pelos Estados Unidos. “Nós não facilitamos nada. Soube que ele chegou aos EUA. Ele já tinha um visto garantido. O presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. Permitimos, mas não estávamos envolvidos em nenhum dos arranjos para ele sair do país”, explicou Rubio.

Esses acontecimentos ocorrem enquanto o processo de prestação de contas das campanhas continua em curso e o cenário político nacional se reorganiza após a disputa presidencial.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.