A Câmara Municipal de Natal aprovou, nesta terça‑feira (27), a criação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar a abertura de buracos, valas e escavações realizadas pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) nas vias da capital, inclusive em trechos recém‑pavimentados. A comissão, que tem como objetivo verificar o cumprimento dos prazos e das obrigações legais de reparo das vias públicas, será presidida pela vereadora Anne Lagartixa (PL), com o Subtenente Eliabe (PL) como vice‑presidente e Matheus Faustino (União Brasil) como relator. Claudio Custódio (PP) e Daniell Rendall (Republicanos) completam o quadro de titulares; os suplentes ainda não foram divulgados.
O requerimento que originou a CEI foi apresentado em 20 de agosto, apontando um aumento de reclamações sobre buracos nas ruas de Natal decorrentes de obras na rede de água e esgoto. Entre as atribuições da comissão está a verificação de possíveis descumprimentos da legislação municipal relativa à recuperação das áreas afetadas.
Na manhã de quarta‑feira (28), o Corpo de Bombeiros controlou um incêndio em área de vegetação próxima à capela da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal. Segundo o tenente Campos, a equipe atuou em duas frentes: uma com caminhão apaga‑incêndio e outra a pé, utilizando abafador e bomba costal. Após o controle das chamas, foram identificados pontos com risco de reignição, inclusive próximo a um cajueiro que contém material inflamável. O episódio ocorreu menos de uma semana após outro foco de fogo registrado, na sexta‑feira (23), em vegetação próxima à Reitoria. O Corpo de Bombeiros pretende analisar, em conjunto com a segurança da universidade, as imagens das câmeras de monitoramento para tentar identificar a origem das chamas. Em nota, a UFRN informou que adotará as medidas necessárias para esclarecer o ocorrido, ressaltando os riscos que incêndios desse tipo representam para a fauna do campus.
Ainda na mesma data, a governadora Fátima Bezerra (PT) recebeu, no Centro Administrativo, o governador eleito Cadu Xavier (PT) e a vice‑governadora eleita Larissa Rosado (PSB) para anunciar a Comissão Mista de Transição Governamental 2026‑2027. O decreto que formaliza a comissão será publicado na edição de quinta‑feira (29) do Diário Oficial do Estado. A comissão tem a finalidade de garantir o acesso a dados administrativos, fiscais, financeiros, orçamentários e patrimoniais, assegurando diálogo e transparência durante o processo de transição. “Nosso compromisso é assegurar que a transição se dê com muito senso de responsabilidade, diálogo, transparência, compromisso e espírito republicano”, declarou a governadora. O governador eleito acrescentou que a comissão fará diagnóstico de cada pasta, “para ouvir onde tivemos avanços, mas focar nos desafios que ainda temos, como saúde, educação e segurança, e, a partir de dados, tomar as melhores decisões”.
A comissão será composta por 14 membros, com sete indicados pelo governo em exercício e sete indicados pelo governador eleito. Entre os nomes indicados pela atual gestão estão Luciana Daltro, Controladora e Ouvidora Geral do Estado, que coordenará a transição; Antenor Roberto, Procurador‑Geral do Estado; Álvaro Bezerra; Alexandre de Oliveira Lima, Secretário de Estado da Fazenda; o Secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão; Virgínia Ferreira, Chefe do Gabinete Civil; Jane Araújo, Secretária de Administração do RN; e Nereu Linhares, presidente do Instituto de Previdência Social do RN.
Em outra esfera, o avião Gulfstream G400, matrícula LV‑JQW, utilizado por Flávio Bolsonaro (PL) e sua família em viagem aos Estados Unidos, seguiu rota alternativa para evitar o espaço aéreo brasileiro, passando por Paraguai, Bolívia e Peru antes de reabastecer no Equador. Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, a aeronave decolou de Puerto Iguazú às 23h30 de terça‑feira (27) e os passageiros haviam entrado no país às 22h50. A viagem ocorreu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em 26 de outubro, que cancelou os passaportes de Flávio Bolsonaro, exigiu a entrega dos documentos à Polícia Federal em até 24 horas e proibiu o senador de deixar o país. A legislação brasileira permite que a Força Aérea Brasileira intercepte aeronaves suspeitas que ingressem no espaço aéreo nacional e, em determinadas circunstâncias, determine seu pouso.
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