A Câmara dos Deputados do Paraguai rejeitou, nesta quinta‑feira (5), o pedido de impeachment contra o vice‑presidente Pedro Alliana, permitindo que ele assuma a Presidência após a renúncia do titular, Santiago Peña, no mesmo dia. A decisão ocorreu em meio à crise política e financeira desencadeada pela intervenção no Ueno Bank.
Na votação, 30 deputados apoiaram a medida de impeachment contra Alliana e 48 votaram contra, resultando na rejeição da acusação. A sessão extraordinária foi convocada para analisar a acusação contra o presidente, que permanece sob julgamento político no Senado caso a renúncia não seja aceita pelos parlamentares.
Os 78 deputados presentes aprovaram a acusação contra Peña, responsabilizando‑o por “grave e sistemático mau desempenho de suas funções”. O processo foi encaminhado ao Senado, que decidirá sobre o julgamento político do presidente. Segundo a Constituição paraguaia, a aprovação do impeachment na Câmara requer o apoio de dois terços dos deputados; o Senado, por sua vez, precisa de maioria de dois terços para declarar o acusado culpado e efetuar seu afastamento.
A crise que culminou nas decisões parlamentares está ligada ao procedimento de dissolução do Ueno Bank, que congelou recursos de milhares de clientes, em sua maioria pessoas físicas, além de entidades públicas como o Instituto de Previdência Social (IPS), um dos maiores fundos de pensão do país. Na terça‑feira, o Banco Central do Paraguai (BCP) determinou a intervenção no banco ao constatar que seu índice de solvência havia caído para menos de 50 % do mínimo exigido. O Ueno Bank atende 2,9 milhões de clientes em um país com 6,1 milhões de habitantes.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
