O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), afirmou que pretende imprimir uma identidade própria à sua gestão, com ênfase no desenvolvimento econômico, na geração de empregos e na ampliação da capacidade de investimento do Estado, ao mesmo tempo em que mantém lealdade à atual governadora, Fátima Bezerra (PT).

Em entrevista concedida à GloboNews, o petista destacou que, embora tenha declarado lealdade a Fátima ao longo da campanha, “tem um DNA próprio” e “uma pegada mais voltada para o desenvolvimento, para a geração de emprego e de renda”.

Cadu reconheceu a ligação histórica de Fátima com o movimento sindical e apontou que sua trajetória foi construída a partir de experiências diferentes, concluindo que “o meu governo vai ser um governo diferente do dela” e que “as ideias se complementam”.

O governador eleito descartou a existência de conflito entre gerações dentro do Partido dos Trabalhadores, afirmando que a chegada de novas lideranças não representa um rompimento com a história do partido nem com os dirigentes que contribuíram para sua formação política.

Na esfera econômica, Cadu apontou a situação fiscal do Rio Grande do Norte como um dos principais desafios da nova administração, ressaltando que o Estado enfrenta dificuldades estruturais há mais de duas décadas. Segundo ele, isso exige medidas para ampliar a capacidade de investimento e melhorar a prestação de serviços públicos.

“Estamos trabalhando para montar um governo com esse princípio de ampliar a capacidade de investimento do Estado, de avançar na prestação de serviços públicos para a população”, declarou.

Sobre segurança pública, o governador eleito abordou o avanço das organizações criminosas no país e defendeu uma atuação integrada entre as forças de segurança federais, estaduais e municipais. Ele comemorou a aprovação da PEC da Segurança Pública, avaliando que a proposta poderá facilitar a cooperação entre os diferentes níveis de governo no enfrentamento à criminalidade.

Cadu ressaltou que o combate às facções deve combinar presença policial e oferta de serviços públicos nos territórios onde o crime organizado ampliou sua atuação, afirmando que “não podemos falar em segurança pública sem falar em ocupação desses territórios pelo Estado, com prestação de serviços públicos, para que a gente ocupe o espaço que o crime organizado ocupou ao longo desse período”.

Reconhecendo que a segurança pública continuará sendo um desafio no Rio Grande do Norte, o governador eleito destacou avanços ocorridos durante a gestão de Fátima Bezerra e prometeu dar continuidade às ações desenvolvidas na área.

Em relação à reforma tributária, Cadu Xavier participou das discussões e classificou as mudanças como um avanço para a economia brasileira, demonstrando confiança no cumprimento do cronograma de transição previsto até 2033.

Ele explicou que a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto Seletivo deverá simplificar o sistema de tributação sobre o consumo.

Segundo o governador eleito, a reforma tem potencial de recuperar a competitividade econômica do país e de fortalecer a indústria nacional, afirmando que “a reforma vai trazer para o país uma retomada da competitividade que o Brasil perdeu ao longo das últimas décadas”.

Cadu ainda relacionou a experiência dos técnicos das administrações tributárias na implantação de sistemas como a nota fiscal eletrônica à expectativa positiva em relação à implementação das novas regras.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de 98 FM. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.