Uma pesquisa realizada pelo Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipsos‑Ipec), a pedido da Pfizer, apontou que o conhecimento das gestantes brasileiras sobre o vírus sincicial respiratório (VSR) e a bronquiolite avançou nos últimos dois anos, embora ainda prevaleçam dúvidas e informações incorretas.

O levantamento, que abrangeu os 26 estados e o Distrito Federal entre 2024 e 2026, entrevistou 530 mulheres grávidas com idades entre 18 e 45 anos. O percentual de gestantes que afirmaram conhecer ou já ter ouvido falar do VSR subiu de 58 % para 70 % no período. No mesmo intervalo, a percepção de que a vacinação durante a gestação pode proteger o bebê contra o vírus também aumentou, refletindo a inclusão da vacina no calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro de 2025.

Apesar do progresso, 79 % das entrevistadas apresentaram ao menos uma dúvida ou percepção equivocada sobre o tema, e apenas 13 % responderam corretamente a todas as afirmações avaliadas. “Os resultados mostram avanços na conscientização em diferentes regiões do país, mas também apontam lacunas no conhecimento sobre o vírus e as formas de prevenção”, comentou a médica Adriana Ribeiro.

Na região Sudeste, 74 % das gestantes declararam conhecer ou ter ouvido falar do VSR, representando um aumento de 21 pontos percentuais em relação a 2024. A preocupação com a bronquiolite nessa região também cresceu, passando de 40 % para 55 % das entrevistadas. No Norte e no Centro‑Oeste, o reconhecimento do VSR avançou de 12 % para 47 %, e metade das gestantes dessas áreas já reconhece que a bronquiolite pode evoluir para quadros graves, número que dobrou em relação a 2024.

A bronquiolite foi citada como a doença infectocontagiosa que mais preocupa as gestantes, sendo mencionada por 60 % das entrevistadas em 2026, contra 40 % em 2024. Contudo, apenas 46 % reconhecem que a doença pode provocar complicações graves, como hospitalização e morte, sobretudo em bebês e idosos.

Em relação à vacinação, 72 % das gestantes afirmaram conhecer a existência de um calendário vacinal específico para a gravidez, aumento de 58 % em 2024. Ainda assim, 25 % acreditam que devem seguir apenas o calendário de vacinação correspondente à sua faixa etária, e 31 % não reconhecem que algumas vacinas recomendadas durante a gestação também protegem o bebê.

A orientação médica para a imunização também registrou alta. Em 2026, 88 % das gestantes disseram ter recebido recomendação para se vacinar durante a gravidez, frente a 77 % em 2024. Entre as que receberam a indicação, 96 % afirmaram que seguem ou pretendem seguir a recomendação, e 71 % declararam cumprir integralmente as orientações recebidas no pré‑natal.

Adriana Ribeiro destacou que, no Norte e no Centro‑Oeste, praticamente todas as gestantes já ouviram falar da bronquiolite, mas ainda há dúvidas sobre a relação entre a doença e o VSR. Nesses locais, 40 % associam corretamente a bronquiolite ao vírus, 11 pontos percentuais a mais que em 2024. No Sudeste, o percentual de gestantes que reconhecem o risco de internação e morte associado à bronquiolite aumentou de 33 % para 43 %.

A imunização contra o VSR, autorizada no Brasil em 2024 e incorporada ao SUS em dezembro de 2025, tem como objetivo transferir anticorpos da mãe para o bebê, proporcionando proteção nos primeiros meses de vida. As infecções respiratórias causadas pelo VSR permanecem entre as principais causas de internação de crianças pequenas e também representam risco para a população idosa. Segundo a médica, o acompanhamento pré‑natal é fundamental para ampliar o acesso à informação e à prevenção dessas doenças.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de 98 FM. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.