O Brasil registrou 945.015 casos de violência doméstica entre janeiro e setembro de 2026, número que já supera os totais anuais dos quatro anos anteriores. Os dados, divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a partir do painel de violência contra a mulher do DataJud, configuram um recorde para os primeiros nove meses do ano.
Em comparação, foram contabilizados 842.927 casos no mesmo período de 2025 e 755.126 em 2024. Na série histórica, os registros passaram de 597.824 em 2020 para 692.620 em 2021, 755.098 em 2022, 916.790 em 2023, 1.014.792 em 2024 e 1.133.894 em 2025.
O levantamento inclui ocorrências de violência física e psicológica, lesões cometidas em razão da condição de mulher e crimes previstos na Lei Maria da Penha. Os casos de feminicídio são contabilizados separadamente e não integram esse conjunto de dados.
São Paulo lidera o ranking estadual, com 158.178 registros até 30 de setembro. Em seguida aparecem Paraná, com 94.690 casos, e Minas Gerais, com 83.762.
Na terça‑feira (3), o Supremo Tribunal Federal (STF) realizará audiência pública para debater o futuro das apostas esportivas no país. Convocado pelo ministro Luiz Fux, o encontro tem como objetivo analisar os impactos da Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que proibiu a exploração das chamadas “bets” e prevê o encerramento das autorizações concedidas às empresas do setor. A sessão, iniciada às 10h na sala de sessões da Segunda Turma, será transmitida pela TV e Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube.
Participarão da audiência 34 entidades, órgãos e associações, que terão dez minutos cada para apresentar considerações. Entre os participantes estão clubes como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo e Corinthians, além da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e de representantes dos ministérios da Saúde e da Justiça. Também foram incluídos órgãos públicos, entidades esportivas e representantes dos setores empresarial e industrial.
A discussão ocorre no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 8027), proposta pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que questiona a constitucionalidade da medida provisória e pede a suspensão de seus efeitos. A mesma MP responde a outras três ações no STF. O ministro Fux, relator dos processos, também conduz ações que contestam a Lei das Bets, de 2023. Em novembro de 2024, o Supremo realizou outra audiência pública sobre a regulamentação do setor, com a participação de mais de 50 especialistas e representantes da sociedade civil.
Ativistas de esquerda passaram a divulgar cartazes com a foto do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) e a inscrição “procurado” após sua saída do Brasil com destino aos Estados Unidos. Em um dos vídeos, gravado por uma brasileira mascarada, os manifestantes associam o senador a crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção.
A Polícia Federal esclareceu que Flávio Bolsonaro não é considerado foragido e que investiga as circunstâncias do descumprimento da decisão judicial relativa à entrega dos passaportes. As acusações veiculadas nos cartazes não correspondem a condenações. O senador é alvo de investigações em andamento no STF: uma apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo plataformas de apostas; outra, conduzida pelo ministro André Mendonça, investiga possíveis irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, incluindo suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade.
O senador deixou o país na terça‑feira (27), dois dias depois de perder o segundo turno presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva. A viagem ocorreu apesar de determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que ordenou a apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro e proibiu sua saída do território nacional.
No domingo (1º), um Learjet 60 que havia decolado do Texas com destino às Bahamas caiu no condado de Palm Beach, Flórida, resultando em nove vítimas. Entre elas foi identificada a jovem de 20 anos Nathalia Gadelha Filgueiras, que já acumulava mais de 1.300 horas de voo e trabalhava profissionalmente como copilota. Filgueiras, nascida nos Estados Unidos e filha de família brasileira residente na Flórida, foi confirmada como vítima pela mãe, Camila, e pelo padrasto ao jornal New York Post.
Nathalia havia obtido a licença de piloto privado em 2023, aos 17 anos, enquanto cursava o ensino médio na West Boca Raton High School. Na época, chamou a atenção da imprensa local por pilotar aeronaves antes de tirar a carteira de motorista. Em entrevista à CBS12, a jovem brincou sobre a conquista: “As pessoas dizem: ‘Ah, você não sabe dirigir’, e eu respondo: ‘Sim, mas eu sei voar’”. A investigação sobre as causas do acidente ainda não foi divulgada.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
